Ricardo Eletro prevê faturamento de R$ 3 bilhões em 2019

Com mais de 500 lojas e em nova fase, a rede investe na customização do atendimento.

Pedro Bianchi, sócio da Starboard e presidente do conselho de administração do Grupo Máquina de Vendas

Principal bandeira do Grupo Máquina de Vendas, a Ricardo Eletro, que nasceu no interior de Minas Gerais, chega aos 30 anos com mais de 500 lojas em 15 Estados e no Distrito Federal, um e-commerce e ânimo renovado. “Em 2018, faturou R$ 2 bilhões. Com o reposicionamento da marca, a reestruturação e a modernização, a previsão é de R$ 3 bilhões em 2019 e de R$ 5 bilhões, aproximadamente, em 2020”, diz Pedro Bianchi, sócio da Starboard e presidente do conselho de administração do Grupo.

Criado em 2010, com a fusão da Ricardo Eletro e das empresas Insinuante, City Lar, Eletro Shopping e Salfer, o Grupo Máquina de Vendas unificou suas marcas em 2016. Deixou a Ricardo Eletro como a principal marca, o que gerou uma estratégia de padronização e empenho de brand em regiões nas quais não era referência. As marcas regionais foram mantidas em ambientes de loja em alguns locais.

Desde 2018, quando a gestão passou a ser responsabilidade do Grupo Starboard, especializado em private equity e reestruturação empresarial, a administração está em processo de profissionalização. O CEO da Ricardo Eletro é Luiz Wan-Dall. “O fundador, Ricardo Nunes, tem participação minoritária, mas extremamente importante para a companhia, e uma cadeira no conselho administrativo”, conta Pedro.

Vendas em alta

Distribuídas por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Piauí, Goiás e Distrito Federal, as lojas da rede têm área entre 800 e 900 m² e vêm ganhando linguagem visual unificada. A maior, de 6.000 m², fica em São Luiz (MA), e os cinco centros de distribuição estão em Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão.

O crescimento da empresa supera as expectativas. No primeiro semestre deste ano, as vendas aumentaram em 50% ante o mesmo período de 2018. Seu portfólio tem mais de 80 mil produtos. Eletrodomésticos e eletroeletrônicos estão entre os mais vendidos. Juntos, representaram 80% das vendas no ano passado.

Agora, a rede se volta para a Black Friday. “É uma das principais datas para nós, comparada com o Natal. Sabendo do alto volume de vendas, iniciamos os preparativos com dois meses de antecedência, o que inclui contratação de funcionários, treinamento, qualificação do atendimento e preocupação com a logística, para não haver problemas com as entregas”, explica Pedro.

Varejo atual

A crise econômica internacional de 2008/2009 e a recessão brasileira em 2015/2016, ainda não superada, afetaram o varejo, cujo crescimento depende de emprego, renda e financiamento. As novas posturas do consumidor também impactaram e continuarão impactando o varejo, diz Pedro. “As redes sociais, por exemplo, ganharam uma força enorme. Isso gera a exposição full time da marca. A partir delas, você fortalece ou afunda uma empresa.”

O consumidor está numa fase em que reavalia hábitos, pensa muito antes de comprar, exerce o consumo consciente e opta por produtos desenvolvidos dentro do conceito de sustentabilidade. “Toda varejista tem que ter um propósito claro e coerente e estar em múltiplas plataformas. Ser omnichannel é outra mudança que inclui esforço de brand, vendas, linguagem, tecnologia, armazenamento e logística”, destaca o executivo.

Como o cliente é, atualmente, o foco das empresas em todos os canais, sejam online ou offline, a Ricardo Eletro trabalha a comunicação integrada, mas alinhada ao formato de cada canal. É preciso entender os caminhos que o consumidor percorreu até se decidir pela compra e torná-la prazerosa para motivá-lo a voltar.

Mudança digital

A transformação digital também impactou o varejo. “Hoje, o consumidor é um cocriador do e-commerce, do site, das redes sociais e, consequentemente, de toda a estratégia de vendas e marketing. Cada dia mais será preciso entender quem está comprando para saber o que oferecer a cada um, quase em caráter de exclusividade. A venda de produtos perde espaço para a venda de experiências. Trabalhar pautado apenas em preço não é mais suficiente”, diz Pedro.

Outros setores que vêm sendo cuidados são o e-commerce e o marketplace. No site da rede, as vendas cresceram substancialmente, e a plataforma poderá ser horizontalizada ainda este ano. Para o consumidor há mais facilidades, como o carnê eletrônico (novo método de pagamento), a pick-up store (possibilita a compra online e a retirada na loja) e a prateleira infinita (pode começar off-line e terminar online). Outro projeto é a implantação do CRM da rede.

Para 2020, a ideia é intensificar e consolidar a presença omnichannel da marca, personalizar e otimizar o atendimento e a jornada do consumidor. “Não há dúvida de que o principal desafio do varejo é entender e conhecer mais de perto o seu consumidor, oferecer o que ele precisa, pelo canal que acessa e na melhor hora para ele”, diz Pedro. A rede também vai digitalizar e facilitar bastante a sua operação.

 

Fonte: Redação Eletrolar News ed. 132

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