Lojas Colombo projeta novas lojas nos Estados do Sul

Com 251 unidades no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a rede espera para este ano faturamento de R$ 1,6 bilhão, acréscimo de 12% em relação 2018.

Lojas Colombo projeta novas lojas nos Estados do Sul

Divulgação

Eduardo Colombo

Os primeiros imigrantes italianos que chegaram ao Sul do Brasil, em 1875, se estabeleceram em um pequeno povoado que deu origem ao distrito de Nova Milano, na região serrana de Farroupilha (RS), e foi neste lugarejo que Adelino Colombo passou a sua infância e descobriu, ainda menino, seu fascínio pelo comércio. Terceiro de oito irmãos, ele sempre acompanhava a mãe nas compras que ela fazia no armazém do Seu Manoel, em Farroupilha, e a cada visita sentia que estava mais forte a vontade de passar para o outro lado do balcão. Ser vendedor era um sonho.

Coincidência ou não, em uma das visitas a matriarca dos Colombo assistiu à demissão de um funcionário e, no ato, ofereceu os préstimos do filho, já rapaz. Assim, aos 19 anos, Adelino tornou-se funcionário do armazém de secos e molhados de Seu Manoel. Três anos depois, pelo atendimento e dedicação aos clientes, ganhou a gerência da primeira filial do armazém. No final da década de 1950, Adelino comprou o estabelecimento e o transformou no Armazém Colombo. Em 30 de novembro de 1959, junto com o primo Dionysio Maggioni, abriu Lojas Colombo.

Estimular as vendas era essencial para o negócio caminhar e, com a chegada do sinal da primeira emissora de televisão na Serra Gaúcha, Adelino teve a ideia de colocar um televisor na porta da loja para chamar a atenção do público, despertar a sua curiosidade. Mas, quando uma pesquisa mostrou a ele que na cidade havia só quatro pessoas com condição financeira para ter o aparelho, entendeu que era preciso outra estratégia. Trouxe, então, da capital Porto Alegre, mais aparelhos, que colocou à venda com a oferta de assistência técnica gratuita. Foi o primeiro passo.

251 lojas em três Estados

Com televisores e outros eletrodomésticos dando boa rentabilidade, a empresa iniciou o seu projeto de expansão. Em 1965, abriu a primeira filial na cidade vizinha de Caxias do Sul, seguindo-se a ela outras em municípios da região, entre eles Flores da Cunha, São Marcos, Vacaria, Veranópolis e Bento Gonçalves. “Lojas Colombo se desenvolveu a partir dos investimentos constantes realizados no negócio e de um relevante trabalho de fortalecimento da marca, um importante ativo da empresa”, afirma Eduardo Colombo, diretor comercial da rede.

Hoje, a Colombo possui 251 lojas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e projeta abrir novas unidades nesses três Estados, dependendo, porém, de fatores como o desenvolvimento da economia e oportunidades de áreas. Suas lojas têm metragem média de 700 m² e diretrizes iguais para a exposição e o merchandising de produtos, mas nos layouts são levados em conta o formato do imóvel e o ponto. Conta, também, com e-commerce de abrangência nacional e mais de 4 mil colaboradores. Seu conselho de administração é presidido pelo fundador Adelino Colombo, e a diretoria é formada por profissionais de mercado, que dão suporte às questões executivas.

Em suas unidades físicas, as categorias de maior representatividade de vendas são as de eletrodomésticos e de eletroeletrônicos. A rede comercializa, também, eletroportáteis, móveis e decoração, e acessórios para casa. “No e-commerce, a gama de produtos é mais ampla e se expande a todo momento com o marketplace”, conta Eduardo. Alguns exemplos são brinquedos, linha automotiva, colchões, itens de decoração e coifas. “Nossa expectativa de faturamento para este ano é de R$ 1,6 bilhão, acréscimo de 12% em relação a 2018”, acrescenta o diretor.

À disposição do cliente

No varejo de eletroeletrônicos, o que diferencia a Colombo é o foco no atendimento ao cliente, garante Eduardo. “O propósito é oferecer facilidade e eficiência por meio de entrega ágil. A marca tem alta capilaridade na Região Sul. Isso propicia maior confiança na rede e, com o e-commerce, ela fica à disposição do cliente quando e onde ele quiser.” O e-commerce representa quase 30% do faturamento da empresa, número que tende a crescer nos próximos anos. “Ele não é tratado como um canal independente, faz parte do negócio e atende ao planejamento como uma operação vinculada à rede”, acrescenta.

A Colombo já trabalha para a integração total entre lojas físicas, virtuais e compradores. O objetivo é explorar todas as possibilidades de interação com o omnichannel. É possível, por exemplo, comprar pelo site e retirar o produto em qualquer loja física. “A evolução do conceito de multicanal, direcionada à experiência do consumidor, é um grande desafio para o varejo como um todo. Existem alguns obstáculos logísticos que vêm sendo trabalhados e que já estão em processo de evolução dentro da Colombo”, explica o diretor comercial.

Bastante competitivo, o mercado varejista vem se transformando muito ao longo dos anos, e o consumidor se mostra cada vez mais exigente e informado. Fatores dessa ordem levam à busca permanente de novidades que facilitem a operação. “O maior desafio do varejo é entender as mudanças e direcionar os investimentos para rever processos, operações, estruturas e, ainda dentro desse cenário em ebulição, manter o negócio rentável. A Colombo se prepara buscando alternativas tecnológicas e desenvolvendo as pessoas, elas são o coração do varejo”, afirma Eduardo.

 

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 130

Compartilhe (Share)

Faça um comentário

ver todos comentários