Compartilhamento de dados: caminho para o futuro

Mariano Gordinho é presidente-executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação – Abradisti

Caminhamos rumo a um mundo cada vez mais orientado por dados. Ou, como dizem os americanos, uma sociedade data driven, em que não só os negócios se tornam estrategicamente dependentes da infinidade de informações que coletam. A mudança impacta também o papel de organizações, inclusive das associações setoriais como a de tecnologia, que devem passar a atuar como plataformas de compartilhamento.

Alguns anos atrás, quando o acesso aos dados era infinitamente menor, as organizações eram orientadas pela percepção de seus líderes, alimentadas por fontes subjetivas, ou seja, não necessariamente embasadas em estatísticas ou fatos. Hoje, uma empresa que não faz a gestão de suas relações com base em dados está sujeita a morrer.

Serão 463 exabytes de dados gerados todos os dias em 2025, segundo a consultoria Racounter. É um volume assustador, e boa parte dele jamais será processado para obtenção de insights que orientem os decisores. A complexidade de coletar, tratar e analisar essas informações é gigantesca, mas há alguns anos começa a ser um diferencial competitivo para quem ousa fazê-lo.

No setor da distribuição de tecnologia da informação, entidades como a Abradisti não fogem a essa regra, uma vez que, no futuro, elas deverão ser capazes de funcionar como plataforma em que seja possível compartilhar dados e informações.

Assim, é importante deixar de lado a percepção, ainda comum em muitas empresas brasileiras do setor, de que não compartilhar dados seja uma vantagem competitiva. A bem da verdade, não passa de uma aposta.

 

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 131

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