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Banda larga e serviços digitais turbinam lucro 22% maior da Telefônica

Principais investimentos da operadora continuam centrados na expansão da fibra óptica, que atende tanto as conexões fixas, como os acessos em 4G e preparam a rede para o 5G. Empresa lucrou R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre.

Christian Gebara

O lucro da Telefônica cresceu 22,2% no primeiro trimestre de 2019, batendo em R$ 1,3 bilhão no período. Segundo a empresa, a estratégia segue focada na expansão da fibra óptica, que atende tanto o crescente mercado de banda larga fixa, e aos poucos tende a predominar também na TV paga, como os sites de 4G e 4,5G, além de preparar a rede para a chegada do 5G. As receitas chegaram a R$ 10,9 bilhões (+1,7%), sendo R$ 7 bilhões no segmento móvel e R$ 3,9 bilhões no fixo.

“Nosso plano prevê alcançarmos em três anos 33% das casas conectadas sobre o total de home passed. E estamos adiantados nesse plano, que tem sido muito bem sucedido comercialmente, e vamos ser agressivos como no ano passado, quando chegamos a 30 cidades. Mas mais importante que o número de cidades é o numero de casas. Hoje temos 9 milhões de home passed e esperamos entre 18 a 20 meses chegar perto de 15 milhões. A performance tem sido melhor que a esperada”, afirmou o presidente executivo da empresa, Christian Gebara, durante divulgação de resultados nesta quinta, 09/05. Dos R$ 9 bilhões previstos em investimentos em 2019, R$ 1,7 bi foram no primeiro trimestre.

A Telefônica vê potencial em capitais até aqui desatendidas pelas tecnologias mais modernas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país. Foram nove novas cidades com FTTH entre janeiro e março, sendo que o plano é chegar a 20 até o fim deste ano, incluindo cidades como Teresina-PI, São Luís-MA, Belém-PA e Manaus-AM. Segundo Gebara, a modernização da rede vai acompanhar a lucratividade e o que ele chama de mercados competitivos e não competitivos. É o cenário que vai definir onde entra fibra e onde continuarão a predominar as conexões em xDSL.

A mencionada boa performance implicou em crescimento de 12,6% das receitas com banda larga no primeiro trimestre – turbinado justamente pela fibra, uma vez que as conexões FTTH representaram 31,6% desse crescimento. Na comparação com o primeiro trimestre de 2019, a receita nesse segmento cresceu 49,6% – e o total de assinantes FTTH 44,1%. Segundo os números da Telefônica, as receitas combinadas de FTTH e IPTV já representam 16,3% do faturamento dos serviços fixos, tendo crescido a taxas anuais de 55% desde 2017.

Segundo Gebara, a estratégia em fibra também atende o serviço móvel, a joia do negócio, e onde a Vivo lidera com folga (7,5 pontos acima do segundo) e morde quase um terço do mercado (32,1%). As receitas móveis cresceram 1,6% entre janeiro e março, com impacto de reajustes nos preços tanto em planos pós pagos (5% a 9%) como pré-pagos e controle (11% a 20%). “É preciso racionalidade de preços para termos recursos para investimentos”, disse o presidente da empresa. O desempenho móvel inclui ganhos de R$ 6,4 bilhões com serviços e outros R$ 598 milhões com a venda de aparelhos. O faturamento com dados e serviços digitais chegou a R$ 5,3 bilhões, chegando a 82% da receita total do segmento e valores que significam um crescimento de 8%.

Fonte: Convergência Digital

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