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  • 02/04/2019 | 02h28

Superação e diálogo constantes

Por: José Jorge do Nascimento, presidente da Eletros

Há, em todo o mundo, uma grande admiração pelos empresários brasileiros e pelas empresas aqui instaladas. Muitos não conseguem compreender a forma como os nossos gestores rapidamente se superam nas decisões. O certo é que o jeito como reorganizam suas empresas em meio às piores crises é algo sempre destacado no noticiário. No nosso setor, especialmente no ano passado, assistimos a um pouco de tudo isso.

No início de 2018, havia um cenário muito positivo, que nos colocava na promissora posição de crescer até 15%. Mas essa conjuntura se desestruturou com aumentos em matérias-primas como plástico e aço, veio a greve dos caminhoneiros e a indefinição política das eleições. De todo modo, a cada solavanco, nossos associados souberam mudar estratégias e se moldaram ao novo cenário. Resultado: o que poderia ser um desastre terminou com dados positivos, com crescimento entre 5% e 8%, dependendo do segmento.

Entendo que toda crise é uma grande escola, que nos deixa com uma série de lições de casa. Certamente, em 2019 o setor não irá fazer coisas da forma como planejou no início de 2018. A crise sempre ensina a buscar saídas rápidas e caminhos novos. Por tudo isso, considero que o ano passado foi extremamente positivo. Chegamos a dezembro podendo comemorar algum crescimento, a despeito das intempéries, com nossas empresas reestruturadas e na expectativa de alcançar resultado positivo em torno de 15% em 2019.

Entendemos que o universo de medidas já tomadas pelo governo, mais as que estão sendo gestadas, pode trazer de volta a confiança de que tanto precisamos nos meios produtivos. Sem estabilidade política, sem regras claras de funcionamento, sem uma legislação que reconheça os esforços já feitos, nenhum empresário, de nenhum setor, voltará a abrir fábricas e postos de trabalho. Como sabemos que o governo está sensível a tudo isso, estamos muito otimistas em relação ao futuro.

Nosso setor tem sido responsável pelo abastecimento de eletrodomésticos de qualidade a toda a população, dos grandes centros aos rincões. Temos gerado impostos em volume extraordinário nas praças onde atuamos. A criação de empregos também é uma constante e deve ampliar-se à medida que se eleva a produção e se retoma o crescimento da economia.

A crise, nesse sentido, nos ensinou a não perder a mão de obra essencial, que responde pela qualidade dos produtos. A indústria agiu rápido e não deixou o consumidor distante da inovação segmentada de cada produto no mundo. A despeito da grave situação que atravessamos, e da qual estamos saindo, mantivemos os níveis elevados de qualidade e eficiência.

Por todas essas razões, esperamos que o governo olhe para o setor com o respeito que ele merece. Não queremos, de nenhuma forma, facilidades de mão beijada, mas que se analisem cada momento atravessado pelo setor e a manutenção responsável que conseguimos em relação aos nossos consumidores, clientes e fornecedores.

Sabemos do nosso papel, dos nossos defeitos e virtudes. Por isso, queremos apenas ser tratados com reconhecimento por nossa representatividade. Não nos furtamos a sentar com as autoridades e discutir todos os temas, inclusive os mais polêmicos, mas não consideramos justo que medidas sejam adotadas sem que haja uma consulta prévia e responsável. O setor amadureceu e entende que, pelo diálogo pertinente e que produza os efeitos esperados, é possível chegar ao consenso do que é melhor para o Brasil e sua população.

Fonte: Revista Eletrolar News edição 129

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