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  • 02/04/2019 | 02h27

2018: ano marcado pelo resgate e crescimento do mercado de distribuição

Por: Mariano Gordinho, presidente-executivo da Abradisti

Depois de praticamente três anos de negócios mornos e uma sensação de parada, o ano passado trouxe um sopro de expectativas positivas para o setor de distribuição de TI. Projetos durante algum tempo engavetados voltaram para a pauta de compra e implementação dos clientes. A agenda dos executivos de TI voltou a contemplar temas como terceirização de infraestrutura, uso de robotização na automação de processos, uso de robôs de inteligência artificial na prestação de serviços, utilização de software como serviços, entre muitos outros temas relevantes.

Em linhas gerais, pode-se afirmar que o ano de 2018 teve um saldo positivo em relação a 2017 para a cadeia de distribuição de tecnologia. Os números finais serão apresentados a partir do mês de abril de 2019, pelo Estudo Setorial realizado pela Abradisti em parceria com a IT Data. Em 2018, o Estudo já trouxe boas notícias, indicando que houve uma retomada do setor em 2017, com faturamento de R$ 11,3 bilhões, uma alta de 7,6% em comparação ao resultado do estudo anterior.

Ao longo dos últimos anos, as empresas do setor vivenciaram forte crise como reflexo do cenário econômico. O lado bom é que essa vivência trouxe muitos ensinamentos e aprimoramentos e foi valiosa para ampliar a visão dos negócios. Uma dessas mudanças foi a forma de lidar com a redução do número de colaboradores diretos das empresas de distribuição, fator que serviu como base para um ajuste operacional.

Dentro desses ajustes, os empresários também atuaram por meio de uma revitalização nos quadros de colaboradores, além da maior automatização nos processos fundamentais do negócio, como o e-commerce, a gestão de inventários, os processos de relacionamento e atendimento aos clientes, entre outros.

Um novo conceito também pode ser visto no modelo de negócio de distribuição a partir desse aprendizado. Hoje, ele está mais centrado no sucesso dos parceiros e na habilidade de prover e entregar produtos com serviços agregados, com o objetivo de aumentar a experiência dos usuários e a eficiência desses itens. É por essa trilha que devem caminhar as empresas que buscam estar lado a lado com as tendências e as oportunidades que o mercado oferece.

Mas, para vermos um maior desenvolvimento do segmento, ainda temos alguns entraves, pois evidentemente ainda vivemos uma grande crise de burocracia no Brasil, que atrapalha e inibe ações mais contundentes por parte do empresariado. Um exemplo é a torre de Babel tributária sobre a qual o País está baseado, e que, independentemente de condições econômicas, serve de enorme empecilho ao desenvolvimento e crescimento das empresas. Além disso, temos o altíssimo custo de acesso ao capital de trabalho no Brasil, que obriga o empresariado a entregar parte significativa de seus lucros para o setor financeiro.

Com isso, porém, temos uma expectativa generalizada de que o novo governo encare de forma contundente essas questões, com o objetivo de criar um ambiente de negócios que favoreça a expansão e o crescimento das empresas, o que trará como resultado o reaquecimento do mercado de trabalho e a modernização do nosso parque tecnológico. Em 2019, o setor espera que, por meio de medidas corretas e contenção do crescimento das taxas de juros, o mercado cresça acima da média dos últimos anos.

Fonte: Revista Eletrolar News edição 129

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