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Vendas nos shoppings devem crescer 7% este ano

O setor faturou R$ 178,7 bilhões no ano passado. Foram 14 aberturas de empreendimentos – abaixo da projeção de 23 – e para este ano, a estimativa são 15 inaugurações.

O mercado de shopping centers no País cresceu 6,5% em 2018 e a estimativa é uma alta de 7% em 2019 (em termos nominais), informou ontem (29.01 a Abrasce, associação do setor. Com essa expansão, o setor faturou R$ 178,7 bilhões no ano passado. Foram 14 aberturas de empreendimentos – abaixo da projeção de 23 – e para este ano, a estimativa são 15 inaugurações.

As projeções estão abaixo da época de grande desenvolvimento desta indústria, entre 2010 e 2013, porém, “mais perto da realidade”, disse Glauco Humai, presidente da Abrasce. “Percebemos que cerca de dois terços dos anúncios de aberturas efetivamente não se transformam em inaugurações. Então estamos ajustando os números à realidade. Por isso essa projeção mais conservadora, de 15 inaugurações em 2019.”

Esse movimento de recuperação do setor ainda não deve levar a um novo ciclo de investimentos dos grandes grupos no país. O último movimento de anúncios em empreendimentos “greenfields”, construídos a partir do zero, ocorreu em 2013 apenas alguns anúncios isolados ocorreram nos últimos anos.

Desde então, o setor concluiu projetos já iniciados e preferiu acelerar a expansão de empreendimentos existentes, o que requer bem menos capital. Foi um movimento de proteção de caixa por parte das empresas diante da recessão. “Não devemos ter um grande ciclo de investimentos agora pelas incertezas econômicas que ainda existem, mas acredito que 2019 será um ano de consolidação”. Entre os negócios possíveis, está a fusão de Sonae Sierra Brasil e Aliansce.

Humai informou também que o setor avançou nas negociações com lojistas envolvendo a operação online das marcas. Em meados de 2017, os shoppings começaram a se mobilizar para cobrar uma taxa das varejistas nas situações em que o consumidor encomenda o produto pela internet, mas retira o pedido nas lojas dos empreendimentos. O argumento dos shoppings era de que sua estrutura é usada, embora a compra tenha sido feita no site das redes.

“Conseguimos fechar um acordo inicial. Nele, o que conta são as informações da nota fiscal”, disse Humai. Se estiver informado que o produto retirado pelo cliente é do ponto de venda, a taxa sobre a transação é cobrada. Se a mercadoria tiver como origem a loja online da rede, então não há cobrança.

Inicialmente, segundo uma fonte do setor, os shoppings queriam cobrar os lojistas nos dois casos. “Foi algo que teve que ser discutido e todos foram adequando suas propostas. Mas as condições devem ser rediscutidas em alguns meses. Não está completamente definido”, acrescentou o presidente da Abrasce.

Outro ponto de debate é o contrato de locação das lojas que ampliam o espaço destinado ao armazenamento de mercadorias, os chamados minihubs – criados para atender também as vendas feitas online. “Os contratos determinam que as lojas devem ter determinada área para exposição de produtos e determinada área para estocagem. Mas isso está mudando [com a criação desses minihubs] e as empresas estão discutindo a questão”, afirmou ele.

Sobre a previsão de alta de 7%, o comando da Abrasce entende que há um ambiente econômico mais positivo para a expansão do setor neste ano. A expectativa de queda na taxa de desemprego e estabilidade inflacionária ajudam a sustentar projeções melhores.

Fonte: Valor Econômico

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