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Vendas do setor de eletroeletrônicos crescem 5% em 2018

Eletros diz que, sem aumentos de matérias-primas e tabelamento do frete, desempenho seria bem melhor

O volume de vendas do setor de eletroeletrônicos cresceu em média 5% em 2018, em relação ao ano anterior. É o que aponta os dados da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).

O número representa cerca de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e, para José Jorge do Nascimento, presidente da entidade, foi um bom desempenho, principalmente quando se leva em conta que ao longo de 2018 o setor sofreu muito com os reajustes de matérias-primas como plástico e aço, com a greve dos caminhoneiros e os problemas que se seguiram relacionados ao valor do frete e com a incerteza política da eleições, que seguraram o consumo.

Linha branca

A linha branca, representada principalmente por fogão, lavadora de roupa e geladeira, passou no período de 13,9 milhões de unidades para 14,6 milhões, o equivalente a um crescimento de 5%.

Já no segmento ar condicionado, o modelo janela saiu de 251 mil em 2017 para 416 ao final de dezembro passado, com expressivo crescimento de 65%. Já a linha split ampliou a quantidade de produtos de 3 milhões para 3,1 milhões de unidades, um aumento de 3%.

“O intenso calor, associado à troca de muitos aparelhos mais antigos, explicam bem esses números”, diz José Jorge.

Linha marrom

Na linha marrom, segundo dados da Suframa, a produção de televisores teve aumento de 1% no período, saindo de 11,3 milhões de unidades em 2017 para 11,5 milhões em 2018.

“A previsão, apenas em televisores, para 2019, é de fecharmos com 12 milhões de aparelhos”, acrescentou o presidente da Eletros. Outro produto ligado ao calor acima da média, os ventiladores, passaram de 9,8 milhões de unidades para 10,4 milhões no mesmo período, o que representa aumento de 6%.

No início de 2017, a Eletros anunciou a expectativa de fechar o ano com crescimento de até 15% em 2018 e chegou a anunciar, no meio do ano, alta na produção de 14,6%. Nascimento diz que, em 2019, a expectativa é crescer entre 5% e 10%. “Estamos confiantes na gradual recuperação da economia, em medidas econômicas que estão sendo anunciadas e também na aprovação das reformas, sobretudo da Previdência Social”, concluiu.

Fonte: Computerworld

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