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Varejista tem desafio de gestão para tentar recuperar venda

Apesar da queda no faturamento, o lucro líquido da companhia no período saltou de R$ 2,8 milhões para R$ 58,4 milhões

Pernambucanas: primeiro lugar na preferência dos brasileiros da classe B

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Considerada uma das mais importantes varejistas do País, a Casas Pernambucanas tem pela frente um desafio de gestão para tentar recuperar suas vendas. A queda na receita da companhia, que no ano passado fechou em R$ 3,746 bilhões, recuo de 15,9% em relação ao ano anterior, não reflete apenas a crise econômica que afeta o País nos últimos dois anos, mas também problemas na gestão, de acordo com especialistas ouvidos pelo Estado.

Apesar da queda no faturamento, o lucro líquido da companhia no período saltou de R$ 2,8 milhões para R$ 58,4 milhões, mas foi motivado por operações financeiras com cartões de crédito.

Para Marcos Gouvêa de Souza, da consultoria GS&MD, o varejo como um todo enfrenta uma queda brutal do fluxo de vendas no mundo inteiro. “A companhia tem uma marca muito forte e presença importante em cidades do interior, mas é preciso modernizar a gestão”, disse o especialista.

Há quatro anos, uma parte dos herdeiros da varejista chegou a sondar o mercado para atrair um novo investidor, segundo apurou o Estado. O grupo americano Carlyle teria sido procurado, mas não houve conversas, uma vez que não havia interesse de venda por parte da controladora da companhia, a empresária Anita Harley, afirmou fonte a par do assunto. Procurado, o Carlyle não quis comentar.

Um empresário do ramo varejista ouvido pela reportagem, mas que preferiu não ser identificado, disse que a companhia perdeu muita margem ao deixar de vender linha branca e linha marrom. Segundo ele, o mercado de cama, mesa e banho, onde a Casas Pernambucanas é forte, enfrenta concorrência dos supermercados e tem margens mais apertadas. A Pernambucanas também é varejista de moda e de eletrodomésticos de pequeno porte e de produtos de tecnologia, como smartphones e computadores.

Para uma outra fonte familiarizada com o negócio, a volta da gestão concentrada nas mãos de herdeiros e não de profissionais – como a empresa chegou a ter no passado – também ajuda a engessar a companhia. Em 2014, a empresa se preparou para ter uma plataforma mais agressiva em comércio eletrônico, mas o projeto não foi adiante.

Tradição.

Fundada em 1908 pela família Lundgren, a Casas Pernambucanas passou por uma cisão nos anos 1970, com desentendimentos entre os sócios.

A empresa foi fatiada em três pedaços. Somente os negócios administrados por Helena Lundgren, concentrados em São Paulo e parte do Centro-Oeste prosperaram. As divisões do Nordeste e do Rio de Janeiro não foram adiante.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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