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Varejista chilena Ceconsud muda comando no Brasil

Companhia registrou queda de 5% nas vendas no mercado brasileiro no ano passado


O executivo Christián Gutierrez, presidente do grupo chileno Ceconsud no Brasilç, vai deixar a filial em abril, quando deve voltar para o Chile. Quarta maior empresa de varejo alimentar do País, a Ceconsud opera 204 lojas com as marcas G.Barbosa, Prezunic, Bretas, Perini e Mercantil Rodrigues.

Gutierrez era o homem de confiança do controlador do grupo, Horst Paulmann, que o transferiu da sede para a subsidiária brasileira em 2014. Alemão naturalizado chileno, Paulmann é conhecido no mercado pela gestão centralizadora e decisões nem sempre previsíveis

Nesse caso, especificamente, já circulavam informações na alta cúpula sobre mudanças no comando no país desde dezembro. A Ceconsud, com receita anual de cerca de R$ 8 bilhões, apurou queda de 5% nas vendas em 2017.

O Valor apurou que Gutierrez não deve continuar trabalhando no grupo chileno. Procurada, a empresa confirmou a saída e afirmou que Sebastián Los, diretor de administração e finanças, assumirá interinamente o cargo. “Gutierrez retornará ao Chile para empreender novos desafios profissionais em abril”, informa a empresa.

Na semana passada, Paulmann esteve no Brasil, disse uma fonte, para reabertura de uma das lojas do G.Barbosa em Salvador.
Outro importante executivo, José Rafael Vasquez, diretor da rede Bretas, em Minas Gerais e Goiás, pediu demissão para trabalhar em outra varejista, apurou o Valor. Há pouco mais de um ano, Vasquez foi transferido da operação da rede Prezunic, do Rio, para o Bretas, considerado um negócio mais complexo e com resultados mais fracos. Alejandro Arruiz, diretor comercial nacional, assumirá as funções de Vasquez, informou a varejista.

A empresa passou por reestruturações sob a gestão do atual CEO, com fechamento de lojas e política comercial mais agressiva para tentar recuperar resultados, mais ainda perde vendas. Especificamente em 2017, a desvalorização do real e a deflação nos alimentos afetou os números, mas houve melhora na demanda por produtos eletrônicos. Todas as redes rivais sentiram a deflação em 2017, mas só a Ceconsud teve retração nas vendas em 2017.

De outubro a dezembro, as vendas caíram 1,4% em reais – no ano passado, a queda foi de 5%. Em pesos, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) no País foi negativo. O patrimônio encolheu 24% em 2017.

Fonte: Valor Econômico

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