Portal Eletrolar.com

Notícias

Uma empresa fora da curva

Rede Havan, com megalojas de 7 mil m², projeta faturamento de R$ 7 bilhões este ano


Entre a primeira loja de 45 m², que vendia apenas tecidos, e as atuais, com área média de 7 mil m² cada e oferta de 100 mil itens, passaram-se 32 anos marcados por grandes transformações no comportamento do consumidor e no varejo brasileiro. Nesse espaço de tempo, empresas cessaram atividades, outras optaram pela fusão e algumas se desenvolveram com alicerces sólidos, como é o caso da Havan. Fundada em 1986, na cidade de Brusque (SC), nasceu e cresceu como uma empresa familiar, mas com estrutura profissional.

Nos anos 1990, começou a vender, também, eletrodomésticos importados, valendo-se da abertura das fronteiras brasileiras para produtos do exterior. Importava tecidos e artigos de baixo valor agregado. Em 1999, o fundador, Luciano Hang (o nome da loja é junção de seu sobrenome com Vanderlei, antigo sócio) percebeu os rumos da economia com a desvalorização cambial e definiu uma nova vocação para a Havan, com base na influência da cultura americana em sua vida: a loja não deveria ser, apenas, um espaço de compra e venda.

Com esse conceito, em 2008, assumiu a restauração do antigo Castelinho de Moellmann, um dos principais cartões postais de Santa Catarina, que estava em estado de abandono, e implementou a primeira loja temática. À frente dela, uma réplica da Estátua da Liberdade. Hoje, todas as unidades têm uma estátua dessas, com um simbolismo, conta o primo de Luciano e gerente de marketing da rede, Jordan Hang. “Ela representa a liberdade de comprar na Havan, aonde o consumidor escolhe entre mais de 100 mil itens.”

Conjunto da obra
O negócio evoluiu e dois anos depois foi aberta uma megaloja em Barra Velha (SC), onde também está instalado o centro de distribuição da empresa, que já pensa em sua ampliação. Hoje, são 111 unidades, número que chegará a 120 até o final deste ano, em 15 estados: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Para, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. “Até 2022 teremos 200 lojas em todos os estados brasileiros”, garante Jordan.

Instaladas em terrenos próprios ou alugados, todas as lojas da rede têm fachada e padrão iguais, diz o executivo. “Elas são climatizadas, têm corredores amplos para passear, bom preço, praça de alimentação, cinema em algumas, agência de viagem, e não cobram estacionamento. São um grande entretenimento para a família, e a compra ocorre como consequência, podendo, também ser parcelada em até dez vezes, sem juros, pois temos financiamento próprio. É o conjunto da obra que torna perfeita a experiência de compra na Havan.”

A rede trabalha com quatro principais categorias de produtos, que têm percentual de vendas equivalente: cama, mesa e banho; utilidades domésticas; eletroeletrônicos; e moda. Comercializa, também, ferramentas, brinquedos e tapetes. Móveis não fazem parte de seu portfólio e apenas 5% dos produtos são importados. Com 12 mil colaboradores, prevê faturamento de R$ 7 bilhões este ano e crescimento de 40% em relação a 2017. “Nenhuma loja nossa dá prejuízo”, garante Jordan.

Marketing assertivo
Uma empresa fora da curva, é assim que o gerente de marketing define a Havan, ao lembrar que, quando muitas varejistas migraram para o e-commerce, acreditando que seria a solução para baratear os custos, ela fez exatamente o contrário, conta Jordan. “Tornou suas lojas mais bonitas e aconchegantes. Nosso diferencial é focar o consumidor, fidelizar e cativar” Há dez anos entrou no e-commerce, que considera um canal de comunicação, mas não o objetivo principal, uma vez que a maioria de seu público gosta da experiência de comprar nas lojas físicas. “O e-commerce vende o mesmo percentual da loja física.

Nos últimos 24 meses, o e-commerce da empresa cresceu 356% em vendas graças à utilização de análises que geram campanhas de marketing específicas, com foco na segmentação e no individualismo do ser, ou seja, se os dados demonstram que ele é adepto dos eletrônicos não adianta aborrecê-lo com mensagens sobre moda. “Fazemos um marketing assertivo, baseado no comportamento de compra. A comunicação tem que ser direta”, explica o executivo da área.

A rede vem intensificando o uso da tecnologia em suas lojas, com uma equipe de 114 profissionais. Em algumas, está implantado o projeto piloto que, através do sistema de câmeras, identifica o perfil do frequentador. Em outro projeto, com o Google, os beacons permitem monitorar quantos consumidores acessam o site e quantos vão à loja física. “A tecnologia é um pilar fundamental para uma empresa do século 21 que quer se manter em pé nas próximas décadas”, afirma Jordan.

Fonte: Redação Eletrolar News

publicidade