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Trump veta negociação de compra da Qualcomm pela Broadcom

Em novembro, a Broadcom fez uma proposta de US$ 103 bilhões para comprar a Qualcomm, que foi rejeitada pela empresa americana.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem 12.03, uma ordem presidencial proibindo negociações para que a fabricante de chips Broadcom, de Cingapura, compre a rival americana Qualcomm, líder na área de chips de telecomunicações para smartphones.

No texto, Trump diz que existem “evidências críveis” de que a aquisição, caso seja realizada, pode causar “ameaças e danos à segurança nacional dos Estados Unidos”. “A compra da Qualcomm pela Broadcom está proibida, bem como qualquer proposta equivalente, como fusões e aquisições com efeitos diretos ou indiretos”, disse Trump na ordem presidencial.

Em novembro, a Broadcom fez uma proposta de US$ 103 bilhões para comprar a Qualcomm, que foi rejeitada pela empresa americana. Desde então, as duas empresas têm conversado sobre valores e condições. No final de fevereiro, a Qualcomm recusou uma segunda oferta da rival, dessa vez de US$ 117 bilhões. As negociações continuaram. Ontem, antes da proibição, a Broadcom propôs mudar sua sede para os EUA para facilitar a aprovação da aquisição.

“A Broadcom discorda veementemente de que sua proposta de aquisição da Qualcomm levante qualquer preocupação de segurança nacional”, disse a empresa em um comunicado à imprensa. A Qualcomm não respondeu aos pedidos de entrevista.

Caso seja fechada, a negociação fará da empresa resultante a maior fabricante de semicondutores do planeta. Além disso, criaria um grupo que domina a produção de chips de telecomunicações para celulares.

A negociação tem sido observada de perto pelo Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês), grupo de várias agências liderado pelo Departamento do Tesouro. Sua principal função é vigiar aspectos de segurança nacional em negociações de empresas estrangeiras. Esta é a segunda vez que Trump usa decisões do CFIUS para bloquear operações.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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