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Marketplace e consumidor do século 21, temas de debate no Eletrolar Congress & Expo

O comportamento do consumidor no varejo do século 21, o giro de estoque como vantagem competitiva e os rumos do marketplace foram alguns dos temas debatidos no evento promovido pelo Grupo Eletrolar



O comportamento do consumidor no varejo do século 21, o giro de estoque como vantagem competitiva e os rumos do marketplace foram alguns dos temas debatidos no Eletrolar Congress & Expo, realizado dias 20 e 21 de março, no Sheraton WTC, em São Paulo.

Promovido pelo Grupo Eletrolar – idealizador da feira Eletrolar Show –, o evento reuniu especialistas da indústria e do varejo, constituindo-se em mais uma oportunidade de negócios para o segmento de eletros. O 1º Eletrolar Congress & Expo teve o patrocínio da Atlas Eletrodomésticos, Golden Distribuidora, Hamilton Beach, Lavor, Mondial, Multivisão, Neogrid, Panasonic e Softronic. Todos os patrocinadores apresentaram os destaques de seu portfólio.

Great History

Aberto pelo presidente do Grupo Eletrolar, Carlos Clur, o evento começou com uma palestra de João Appolinário, presidente e fundador da Polishop, que fez um resumo da trajetória de sua empresa, que nasceu em 1999 vendendo pela TV e foi uma das pioneiras a adotar o conceito omnichannel no Brasil. Colocando o consumidor no centro da estratégia, hoje a Polishop vende por meio de canais tradicionais, como catálogos, revistas e call center, até os atuais, como site, mídias sociais e aplicativos.

O executivo afirmou que seu modelo de negócios é focado em vender benefícios para o consumidor e não em produtos e questiona o uso de novas tecnologias como ferramenta para guerra de preços. “A internet é um mecanismo para trazer comodidade e informação, mas tem sido usada como ferramenta de destruição de valor”, disse. Sobre o marketplace, considera que é uma grande oportunidade como canal de venda, mas que não pode ser ferramenta para sacrificar a margem.

Para João, o Eletrolar Congress & Expo é uma oportunidade muito interessante para a troca de conhecimento entre a indústria e o varejo.

Quem é o consumidor do século 21

Sandra Turchi, CEO da Digital Talents, falou sobre o comportamento do consumidor no varejo do século 21. Segundo ela, a mudança no comportamento do consumidor não se deveu a um só fator, mas sim a vários, entre eles hábitos, atitudes e invenções que vem se estabelecendo nos últimos anos. “A mudança não está na mídia ou no poder econômico, mas em avanços como os veículos autônomos, que estão muito próximos de ficarem mais populares, e a impressão 3D, por exemplo, por isso, é preciso você perguntar se sua empresa está preparada para a transformação digital.”

Hoje, 170 milhões de pessoas navegam na internet, no Brasil e 62% da população está conectada nas redes sociais. O País tem 270 milhões de linhas de celulares e 208 milhões de smartphones. A mobilidade e a necessidade de obter tudo rapidamente sao marca da nova geração, destacou a executiva. “Vivemos a era da now conomy, tudo tem que ser rápido, então é preciso ficar atento porque a ansiedade do consumidor só vai aumentar. Os óculos com câmera foram criados para a pessoa não perder nada. Atualmente, 97% por cento delas utilizam a inernet para procurar produtos e serviços.”

Com este cenário, não basta só vender, é preciso fazer negócios com a rede do consumidor (B2N), esta é a forma de se ligar com os web natives, ou seja, os nativos digitais. Desses, 51% se valem do smartphone para fazer suas compras. ”Lojas e empresas precisam estar alinhadas com o consumidor do século 21, ele vai mudar muita coisa, quer comprar onde quiser e receber onde for mais fácil para ele. Os nativos digitais vão mudar, inclusive, o mercado de trabalho”, afirmou Sandra.

GfK – O ano da TV e do smartphone

A diretora de market insights da GfK, Gisela Pougy, falou sobre a retomada do mercado de bens duráveis em que o smartphone se consolida como o principal produto do varejo. Este ano a previsão de crescimento é de 7%. Só a TV deve crescer 22% por causa da Copa do Mundo. A telefonia ganhou 14 pontos percentuais desde 2013 e representa 43% da cesta de bens duráveis. O smartphone representa 90% da categoria de telefonia.

Gisela destacou que é forte a tendência de vendas de aparelhos com comando de voz. Sobre as vendas no Brasil, ela destacou que o Nordeste é a região com maiores taxas de crescimento. Chamou a atenção também para o potencial do interior do País. Fora das regiões metropolitanas, o mercado cresceu 13% e representa 44% do faturamento do varejo. “O interior puxa o crescimento em todas as regiões do Brasil”, ressaltou. Apontou, ainda, as quatro grandes tendências no setor de bens duráveis: smart home, wearables, som e drones.

Giro de estoque como vantagem competitiva

Miguel Abuhav, CEO da NeoGrid, recomendou a integração das informações de todos os elos de uma cadeia – da indústria até a concretização da compra – como forma de promover um giro de estoque eficiente. “O compartilhamento de dados de vendas e do estoque permite à indústria fazer a reposição automática de estoques, em vez de simplesmente empurrar os produtos para o estoque do varejo”, observou Miguel.

Segundo ele, quanto maior o giro do estoque – que, no segmento de eletros, é de cinco vezes ao ano –, maior será o retorno. “Estoque é capital empatado”, lembrou. Como exemplo de reposição rápida de produtos, Miguel citou a Apple, com um giro de estoque de quase 50 vezes ao ano.

Os rumos do marketplace

A evolução e as perspectivas do marketplace deram o tom dos debates no painel que reuniu Paulo Madureira, diretor de e-commerce da Via Varejo, Cristina Farjallat, diretora de marketplace do Mercado Livre, Carlos Alves, diretor de e-commerce do Magazine Luiza e Luiz Escobar, head de e-commerce do Carrefour. A mediação foi feita por Sandra Turchi, CEO da Digitalents.

Depois que Carlos Alves destacou que o marketplace ganhou maturidade, Cristina Farjallat lembrou que, em 2006, 6% das compras no e-commerce eram feitas nessas plataformas, proporção que passou para 20% em 2017. “É um grande shopping center eletrônico. O aumento do tráfego de consumidores nos marketplaces trouxe para eles um número maior de lojistas, criando um círculo virtuoso”, observou ela.

Um dos aspectos debatidos no painel foi a importância de manter o nível de serviços como forma de dar garantias ao consumidor. A preocupação com a qualidade, de acordo com Carlos Alves, começa com a seleção dos lojistas. “O processo de entrada é criterioso, são levadas em conta questões fiscais, financeiras e reputação do interessado em outras plataformas”, afirmou.

Luiz Escobar, do Carrefour – que iniciou seu marketplace no segundo semestre de 2017 –, lembrou que as indústrias também estão participando dessas plataformas de negócios, como forma de estar presentes com suas marcas e de conhecer melhor o consumidor.

Entre as vantagens de participar de um marketplace, segundo Paulo Madureira, é a oportunidade de vender com o amparo de marcas fortes. “A aposta, na Via Varejo, é colocar toda a nossa capacidade e estrutura à disposição dos lojistas”, disse. Com ele concordou Carlos Alves, lembrando que o Magazine Luiza tem mais de 900 lojas no Brasil – que podem funcionar como pontos de entrega de produtos adquiridos no marketplace – e uma malha rodoviária que atende qualquer ponto do País em dois dias. “Essa estrutura está à disposição dos parceiros.”

Classificado como uma “oportunidade enorme” para os varejistas, os marketplaces representam um modelo de negócios que traz ganhos para lojistas e consumidores. “Não é preciso ter uma loja virtual para participar dessa plataforma. É preciso escolher um marketplace que tenha mais proximidade com seu produto e gradativamente se consolidar nesse modelo de negócios”, resumiu Carlos Alves.

Fonte: Redação Eletrolar News

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