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Smartphone e televisor, produtos que prometem ter o melhor desempenho de vendas em 2018

A previsão é que o mercado de televisores cresça 20% em unidades vendidas em 2018. No ano passado, foram comercializados aproximadamente 10,4 milhões de aparelhos de televisão.


O smartphone, produto que mais brilhou em vendas em 2017, ganha um companheiro estrelar este ano. Com o estímulo da realização da Copa do Mundo de Futebol e o histórico de vendas do ano passado, o televisor vai formar, com o smartphone, a dupla de astros de 2018. A previsão é que o mercado de televisores cresça 20% em unidades vendidas este ano, conforme estudos da empresa de pesquisas GfK. No ano passado, foram comercializados aproximadamente 10,4 milhões de aparelhos de televisão.

Este número de 2017, no entanto, não se concretizou apenas com a expectativa do torneio. Para o resultado final em muito colaborou o apagão analógico em algumas cidades, quando o consumidor se viu obrigado a trocar o seu aparelho antigo. “As televisões abaixo de 32” tinham 4% de importância no faturamento da categoria em 2016 e, no ano passado, cresceram dois pontos percentuais, atingindo 6% de representatividade”, diz Gisela Pougy, diretora de market insights da GfK.

A categoria de telefonia (telecom), por sua vez, na avaliação de 2014 a 2017, vivenciou um crescimento gigantesco de participação no seu mercado. No final de 2014, representava 34% do faturamento da cesta de bens duráveis e, em 2017, sua importância cresceu para 43%, muito impulsionada pela convergência digital e pela queda do preço médio dos aparelhos. Em 2016, os smartphones com preço de até R$ 1.000 representavam 48% do total do faturamento da categoria. Em 2017, passaram para 54%.

O ano de 2017 foi muito bom para os bens duráveis, atesta Gisela, lembrando que agora é hora de enfrentar mais uma Copa do Mundo e o desafio de planejar a demanda de uma alta sazonalidade. O consumidor, hoje, enxerga a experiência de compra online e offline como uma coisa só. Assim, neste ano de campeonato mundial de futebol e de reaquecimento, o mercado deve levar isso em conta.

Radiografia do mercado

Desde o início de 2015, o mercado de bens duráveis apresentou retração e somente começou a se recuperar no terceiro trimestre de 2016, quando registrou números positivos. Na cesta de bens duráveis, que congrega cinco categorias – linha branca, eletrônicos, portáteis, telefonia e informática –, esta última foi a que mais se destacou em 2017, na comparação com o ano anterior. Liderou porque obteve 17% de crescimento sobre 2016 em faturamento, puxada pela alta importância de notebooks. “Os notebooks, em valor, têm quase 70% de importância na categoria de informática”, conta a diretora de market insights da GfK. A cesta, como um todo, no período 2016/2017, cresceu 11% em faturamento.

Notebooks registraram alta de 17% em faturamento. Os equipamentos 2 em 1 também tiveram uma grande performance no período: cresceram 22% em faturamento. Em segundo lugar, ficou a categoria de eletrônicos, com um percentual de 14% de expansão, no qual tiveram papel primordial os televisores, afirma a executiva. “Levando em conta os 12 meses de 2017 ante o mesmo período de 2016, os televisores de tela fina tiveram 21% de crescimento. O impulso para isso foi dado pela tecnologia 4K. Os aparelhos Ultra HD (4K) cresceram 69% em faturamento, em 2017. Em 2016, eles valiam 16%, no ano passado, 23%.”

A categoria de telefonia evoluiu 10% em faturamento, e o smartphone, sozinho, 11%. Assim, continua sendo a mais importante da cesta de bens duráveis, graças aos smartphones, que detêm 95% de participação. A importância da tecnologia está demonstrada nos números.

No ano passado, o faturamento dos eletroportáteis aumentou em 13% sobre 2016, impulsionado por fritadeiras em geral e aspiradores de pó. E a linha branca acusou expansão de 9% no faturamento, tendo sido o refrigerador seu produto mais importante, com 8% de crescimento em faturamento. Sua participação na categoria, que era de 36% em 2016, caiu um ponto, foi para 35%. Lavadoras vêm em segundo lugar, com 30% de importância.

Regiões, canais e sazonalidade

Dentro da cesta de bens duráveis, o Nordeste foi a região que obteve melhores resultados. Acusou 21% de aumento no faturamento em 2017 sobre o ano anterior e respondeu por 17% do faturamento da cesta de bens duráveis. Para tanto, em muito contribuiu o setor agropecuário, que tem participação de 7% na economia da região. O segundo lugar ficou com a Região Sudeste, que cresceu 9% em 2017 sobre o ano anterior e tem 51% de participação na cesta de bens duráveis.

Em canais de vendas, o especialista cresceu 19% em faturamento, e o generalista, 6% em 2017 sobre 2016. O online, por sua vez, teve aumento de 22% no faturamento, no mesmo período. Nos últimos seis meses, o e-commerce representou 24% do faturamento da venda de bens duráveis no Brasil. O Sudeste respondeu por 60% do faturamento, seguido pelo Sul, com 15%, e pelo Nordeste, com 13%. As Regiões Centro-Oeste e Norte ficaram com 6% cada.

A cesta de bens duráveis, tal como ocorre com outras categorias de produtos, também tem a sua sazonalidade. No entanto, o comportamento do consumidor sofre mutações, o que pode ser conferido no comportamento das vendas nos últimos anos. Em 2014, o maior pico de vendas ocorreu no Dia das Mães, mas em 2015 essa data foi suplantada pelo Natal. A partir de 2016, o pico de vendas foi na Black Friday. Em novembro de 2016, as vendas em faturamento foram 21% maiores do que no mesmo mês de 2015. Em novembro de 2017, o faturamento foi 11% maior sobre novembro de 2016.

Mediante os números, a GfK fez uma pesquisa para saber a principal razão que levou os consumidores a comprar na Black Friday. Do total de entrevistados, 58% disseram que precisavam do produto e iriam pagar menos por ele na promoção, explica Gisela. “Outros 21% adquiriram produtos para antecipar as compras de Natal, e 20% foram para a Black Friday apenas porque o preço estava mais baixo. No caso, foi uma mescla de impulso e oportunidade.”

Fonte: Leda Cavalcanti - Redação Eletrolar News

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