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Smart investe R$ 700 milhões para aumentar fabricação local de componentes

Empresa começa, em julho, a produção local de baterias para smartphones e retomar a produção local de módulos SSDs, voltados para armazenamento de dados.


O momento econômico e político do Brasil não prejudicou a produção de semicondutores, ou dos módulos de memória, hoje, fabricados pela Smart Modular Technologies Brasil e os planos se tornaram mais audaciosos. O País, que já tem uma autonomia nos negócios globais, vai receber investimentos para ir além da simples montagem dos semicondutores.

“Nosso projeto é fazer o encapsulamento para nos dar mais competitividade. Esse é o caso do SSD, para armazenamento de dados. Queremos encapsular o componente flash localmente, o mesmo estamos prevendo para os componentes para Internet das Coisas”, antecipa ao Convergência Digital, o diretor de marketing e vendas da Smart Modular Technologies, Oliver Gambera Rodrigues. Também está no cronograma começar a encapsular os módulos WiFi/Bluetooth para notebooks. Hoje, há apenas a montagem deles no País.

Segundo o executivo, desde o início da operação no Brasil, no começo do ano passado, a Smart já investiu cerca de R$ 670 milhões no desenvolvimento, projeto e implementação de componentes semicondutores como o eMCP (embedded multichip package), aplicado em smartphones, e de outros circuitos integrados de memória de alta tecnologia.

E nesses dois anos, planeja aportar quase R$ 700 milhões. Boa parte dos recursos vai para novos produtos como os dispositivos Compact Camera Modules – CCMs, módulos de leitura de impressão digital (fingerprint modules) e dispositivos de IoT. Os planos estão na mesa e só um fator que preocupa: o aumento do preço do dólar.

“A maior parte dos insumos dos componentes é importado e com o dólar em alta o consumidor final vai sentir o custo desse reajuste e a demanda pode cair. Hoje temos o benefício da Lei de Informática, mas ainda achamos que é possível fazer mais. Desenvolver tecnologia no Brasil possui entraves que precisam ser removidos. O custo de produção é muito elevado e temos a questão da mão de obra, que é muito especializada”, pontua Oliver Rodrigues.

Em julho, a empresa iniciará a operação de sua nova unidade, que já está em fase de testes funcionais e de calibragem de equipamentos, onde fabricará baterias para smartphones. “Esse é um mercado que tem muito por crescer. Os feature phones estão desaparecendo e os celulares inteligentes chegando a massa de assinantes da telefonia celular”, completa o diretor da Smart .

Fonte: Convergência Digital

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