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Schneider elege Curitiba como produtora global

Unidade brasileira passa a ser fornecedoral mundial do grupo de religadores de energia

A companhia de origem francesa Schneider Electric, que está no Brasil há 70 anos, definiu a fábrica de Curitiba da subsidiária brasileira para ser sua fornecedora global do produto religadores de energia, equipamento utilizado pelas concessionárias de distribuição elétrica. Com uma unidade da Austrália, que deixa de atuar nesse segmento em 2018, eram as únicas do grupo que fabricavam o produto.

A fabricação de religadores na unidade australiana será desativada aos poucos ao longo do primeiro semestre, informou o presidente da Schneider Electric do Brasil, Cleber Morais.

Segundo o executivo, a linha de religadores em Curitiba faz parte de um “core business” importante nos negócios do grupo francês. “Com isso, vamos elevar a produção no Brasil em três vezes o número de hoje e as importações”, informou Morais. Ele destaca que a fábrica brasileira vai ampliar significativamente as exportações. Hoje, já trabalha em dois turnos e contratou mais funcionários para se somarem aos atuais 70.

No parque fabril de Curitiba, a Schneider faz painéis elétricos de supervisão e controle para subestações e usinas, painéis elétricos de distribuição e remotos de poste, interfaces de hardware e software e manutenção de religadores e chaves seccionadoras.

No país, a companhia tem seis unidades fabris dentro de cinco sites – além de Curitiba, Guararema-SP (a maior de todas, que faz disjuntores, interruptores e outros itens), Fortaleza, Porto Alegre e Joinville, além de um Centro de Distribuição em Cajamar (SP). Emprega quase 3 mil pessoas.

No setor elétrico, a empresa já sente retomada da demanda devido a projetos de eficiência energética que saem da gaveta, disse Morais. Disse que em 2018 a exportação deverá ser 15% da receita.

Especialista global em gestão de energia e automação, com fabricação desde interruptores até sistemas operacionais complexos, o grupo francês teve receita global de € 25 bilhões em 2016.

Fonte: Valor Econômico

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