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Ritmo lento preocupa mais que política, diz FGV

O Instituto Brasileiro de Economia, da FGV, consultou 4.850 empresários dos setores de comércio, indústria e serviços ao longo do mês de junho.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), constatou que o lento ritmo de recuperação da economia tem pesado ligeiramente mais nas expectativas das empresas do que as incertezas políticas. O Ibre consultou 4.850 empresários dos setores de comércio, indústria e serviços ao longo do mês de junho.

Segundo o levantamento, o “ritmo lento da economia” foi citado por 62% das empresas entre os principais fatores que estão influenciando negativamente as expectativas. Já as “incertezas políticas” aparecem para 57% delas, e a “falta de confiança no governo”, em 48% das respostas.

Nos últimos meses, analistas têm revisado projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Os cenários de expansão de 3% em 2018 foram abandonados diante de indicadores mais modestos, do risco eleitoral e da tensão comercial entre EUA e China. A paralisação dos caminhoneiros ajudou a consolidar previsão de crescimento próximo de 1,5%.

“As empresas em geral citaram mais de um fator considerado negativo para os próximos meses. A maioria citou o ritmo lento da economia. Empresas estão adiando investimentos e contratações. Mas a incerteza também é grande quanto à política. São dois fatores que pesam”, disse Viviane Seda, responsável pela pesquisa no Ibre/FGV.

A pesquisa também consultou 2 mil consumidores. Para 77%, a falta de confiança no governo é o que mais influencia negativamente as expectativas quanto aos próximos meses. Faltando pouco para as eleições, 64% destacaram as incertezas políticas e menos da metade (47%) apontou o ritmo lento da atividade.

O levantamento buscou identificar os reflexos dos bloqueios das estradas. Apesar de a paralisação ter ocorrido no fim de maio, mais da metade das empresas da indústria e do comércio ainda sentiu os efeitos negativos em junho, sinalizando que as perdas não foram integralmente recuperadas no mês passado.

Entre os grandes setores produtivos, a maior proporção de empresas ainda afetadas em junho foi verificada na indústria (59,1%) e no comércio (56,7%). Serviços e construção foram menos afetados no mês passado, com proporções de 36,1% e 32,8%, respectivamente.

Fonte: Valor Econômico

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