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Queda de juros vira oportunidade para consumidor renegociar dívida

Se não há uma queda substancial no juro, o banco tem interesse em receber o dinheiro que o investidor deve

O ciclo de queda de juros sustentado pelo Banco Central neste ano favorece o consumidor que quer trocar uma dívida cara, contratada quando a Selic estava em patamar maior, por uma mais barata.

A diferença pode não ser tão gritante, mas ainda é vantajosa para quem busca renegociar, segundo especialistas.

Desde outubro de 2016, a taxa básica de juros (Selic) caiu de 14,25% para 10,25%, uma redução de quatro pontos percentuais pelo Banco Central, diante do cenário de inflação perdendo força e economia em recessão.

No mesmo intervalo, a taxa média cobrada em empréstimos a pessoas físicas caiu de 74,3% para 68,1% ao ano.

Esse número, por ser uma média, não necessariamente reflete a realidade encontrada nos bancos. Segundo Roberto Kanter, consultor da GC-5 Soluções Corporativas e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), a inadimplência elevada ainda faz as instituições represarem o repasse da queda de juros para o consumidor final.

Se não há uma queda substancial no juro, o banco tem interesse em receber o dinheiro que o investidor deve.

Logo, afirma o professor da FGV, é preciso ser “ousado” na hora de sentar e renegociar: “O ‘não’ o cliente já tem. Então por que não pedir um desconto maior?”.

O poder de negociação aumenta conforme o tempo e proporção da dívida: as mais antigas têm potencial maior de barganha, segundo Kanter.

Marcela Kawauti, economista-chefe do birô de crédito SPC Brasil, também vê uma janela de oportunidade para negociar.

“Os bancos não conseguem novos clientes com facilidade, então acham melhor ajudar o cliente antigo a pagar a dívida do que tentar prospectar um novo.”

O importante é só negociar se o cliente tiver condições de arcar com as parcelas do novo empréstimo. Se puder pagar à vista, então, melhor.

“Renegociar e deixar de pagar torna mais difícil que o banco dê uma terceira chance ao devedor”, diz o economista do SPC Brasil.

Fonte: Folha de S. Paulo

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