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Quatro marcas concentram as vendas de celulares no Brasil

Mais agressivas no mercado, Samsung, Motorola, LG e Alcatel são os aparelhos mais vendidos, nessa sequência


A maior agressividade das quatro marcas que mais vendem smartphones no Brasil fez com que o mercado se concentrasse ainda mais em torno delas em 2017. Segundo a empresa de pesquisa IDC, os quatro fabricantes responderam por 85% das vendas no ano, um incremento de nove pontos percentuais em relação a 2016, quando o percentual era de 76%.

Por contrato de confidencialidades com as marcas, a IDC não divulga quem ocupa cada posição. O Valor apurou que os líderes do mercado são Samsung, Motorola, LG e Alcatel, respectivamente. “A consolidação em alguns fabricantes é uma tendência global, mas no Brasil já acontece de forma acentuada porque a questão da marca é muito forte. Se a diferença de preço entre os produtos é pequena, o brasileiro opta pela grife”, disse Leonardo Munin, analista da IDC.

De acordo com Munin, a maior agressividade em 2017 foi reflexo das quedas consecutivas de vendas em 2015 e 2016. Com a crise, os brasileiros adiaram a troca de seus telefones, o que reduziu as vendas e gerou uma demanda reprimida. A estimativa da IDC é que dos 125 milhões de celulares em uso no país ao fim de 2016, 40% chegariam ao fim de 2017 com mais de dois anos de uso. Diante desse cenário, a liberação do FGTS no primeiro semestre deixou os consumidores mais à vontade para gastar em um aparelho novo.

Para o analista, os cortes de preços praticados em 2017 não aconteceram só devido às promoções no varejo, mas também pelos descontos dos fabricantes.

Em teleconferência para falar dos resultados do quarto trimestre, há duas semanas, o presidente da Positivo Tecnologia, Hélio Rotenberg, destacou uma briga acirrada entre Samsung, Motorola e LG no período como o fator que afetou a queda nas vendas de smartphones – recuo de 37,1% na comparação com igual período de 2016, para 236 mil unidades.

Segundo a IDC, 2017 foi o segundo melhor ano da história do mercado de smartphones, com 47,7 milhões de unidades vendidas, um crescimento de 9,7% em relação a 2016. O ano só perdeu para 2014, quando o número chegou a 54,5 milhões.

Os modelos intermediários, com preço entre R$ 700 e R$ 1.099 responderam por 49% das vendas. Os aparelhos básicos (até R$ 600) ficaram com 22%, e os modelos mais caros, divididos em três categorias: de R$ 1.100 a R$ 1.999 (20%), de R$ 2 mil a R$ 2.999 (3%) e acima de R$ 3 mil (5%).

Para 2018, a expectativa é que o nível de agressividade se reduza, devido às conversas entre indústria e varejistas em torno de margens, e que o mercado fique praticamente estável, com 48,5 milhões de aparelhos vendidos. “Estamos mais conservadores porque o percentual de aparelhos que precisam ser trocados caiu para cerca de 30%”, disse Munin.

Fonte: Valor Econômico

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