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Prysmian prevê expansão de 5% a 10% na receita

A fabricante de cabos faturou R$ 1,5 bilhão no Brasil em 2017


Os setores de energia e telecomunicações e a indústria automobilística deverão impulsionar o volume de negócios da fabricante de cabos Prysmian no Brasil este ano. A companhia prevê um crescimento de 5% a 10% do faturamento no país em 2018, em relação ao ano passado, quando faturou R$ 1,5 bilhão, volume praticamente estável ante 2016. Em âmbito global, a Prysmian faturou € 7,9 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 33,3 bilhões) no ano passado.

“O cenário para 2018 é melhor que em 2017 por causa da recuperação do mercado, mas também pelo trabalho que estamos fazendo”, afirmou o presidente da Prysmian na América do Sul, Marcello Del Brenna. “Existe vontade de retomada de setores que querem avançar independentemente das condições políticas”, completou.

Do faturamento alcançado em 2017, o setor de energia (no qual a indústria automobilística está inserida) respondeu por 47%, seguido pelo segmento de telecomunicações, com 40%. Já a área de óleo e gás preencheu apenas 13% da receita bruta do grupo no país. O faturamento do setor petrolífero recuou 50% no ano passado, em comparação com 2016.

Apesar de 22% das vendas da Prysmian do Brasil terem sido originadas por exportações para outros países da América do Sul, o presidente da companhia disse que a prioridade do grupo será o mercado doméstico.

De olho na retomada do volume de negócios no Brasil, a empresa pretende intensificar este ano os investimentos de R$ 120 milhões previstos para o país entre 2017 e 2019. Boa parte desses recursos serão destinados à reestruturação da atividade da companhia no Brasil, com a mudança da sede, de Santo André para Sorocaba, onde encontra-se uma unidade de produção de fibra ótica. No continente, a companhia também planeja investi R$ 30 milhões na Argentina.

Segundo o presidente, a Prysmian também aguarda a autorização das entidades antitruste internacionais, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil, para a conclusão da incorporação da companhia americana General Cables, cuja aquisição foi anunciada no fim de 2017.

Fonte: Valor Econômico

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