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Produção de bens duráveis cai 27% em maio, maior tombo desde 2002

Tombo foi disseminado entre os produtos que compõem essa categoria, com destaque para veículos automotores, que cederam quase 30%


A produção da indústria de bens duráveis recuou 27,4% em maio, ante o mês anterior, a maior queda na série histórica do segmento, iniciada em fevereiro de 2002, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Perante maio de 2017, houve recuo de 11,9%.

O tombo em bens duráveis em maio foi disseminado entre os produtos que compõem essa categoria, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (-29,8%). Também houve baixa em itens da marrom, da linha branca e em móveis.

Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, a paralisação de 11 dias dos caminhoneiros, que provocou uma crise de desabastecimento no fim de maio e no início de junho, afetou o recebimento de matérias-primas pelas indústrias, assim como o escoamento da produção. “Tem também a questão da chegada de trabalhadores nas fábricas”, acrescentou.

Na categoria de bens de consumo semiduráveis e não duráveis, houve queda de 12,2% na produção perante abril, também a maior da série histórica. Frente a maio de 2017, a baixa foi de 9,1%.

Outro destaque negativo veio dos bens intermediários. De acordo com o IBGE, a produção dessa categoria diminuiu 5,2% entre abril e maio e registrou queda da mesma ordem perante o quinto mês de 2017.

A produção de bens de capital, por sua vez, apresentou queda de 18,3% no mês em maio e cedeu 6,6% no comparativo com um ano antes.

Fonte: Valor Econômico

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