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Perspectiva da Eletros é crescer entre 5% e 8% este ano

A estimativa representa redução em relação ao início de 2018 e se deve ao tabelamento do frete, altas no aço e plástico e da incerteza política e econômica que marcou o segundo semestre.

José Jorge do Nascimento Jr.

A indústria brasileira de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, de acordo com José Jorge do Nascimento Jr., presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos – Eletros, cresceu 14,6% no primeiro semestre de 2018 e deve encerrar o ano com índice menor, entre 5% e 8%. “Caminhávamos para a recuperação gradual, depois de amargarmos vários anos de resultados ruins. Mas, com o efeito da greve dos caminhoneiros em maio, o tabelamento subsequente do frete, a alta de matérias-primas como aço e plástico, associada às incertezas do consumidor diante de um ambiente político e econômico instáveis, assistimos a uma queda nas vendas do setor, o que nos levou a rever para baixo o índice de fechamento do ano”.

Em 2018, houve destaque para vendas de televisores que, impulsionadas pela demanda gerada pela Copa do Mundo, registraram alta de 27% apenas nos primeiros seis meses do ano, com 6,42 milhões de aparelhos. “É importante destacar que a indústria de eletrodomésticos e de eletroeletrônicos representa 3,34% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria. Nós, da Eletros, por meio de nossos 30 associados, empregamos 135 mil pessoas diretamente e indiretamente”. Neste ano, segundo estimativas do mercado, o PIB deve crescer ao redor de 1,5%.

Segundo o presidente da Eletros, o cenário para 2019 deve apresentar-se bem mais positivo. Há o novo governo com definições de políticas econômicas voltadas à retomada do crescimento, uma estimativa de que o PIB cresça entre 2,5% e 3% e já há os mais otimistas falando em 3,5%. “Achamos que tudo irá depender ainda de alguns fatores, como a aprovação das reformas e a própria condução da economia, mas estamos otimistas. O setor espera o fim do tabelamento do frete e redução no valor de matérias-primas, o que irá favorecer os preços finais e aumento na produção. Dependendo, portanto, dessas variáveis, acreditamos que seja possível fechar 2019 com algo entre 10% e 15% de crescimento, o que permitirá reduzir os níveis de ociosidade e retomar a contratação de mão de obra”, conclui José Jorge.

Fonte: EastSide23 Comunicação Corporativa

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