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Novos cabos submarinos vão entrar em operação

Brasil sobe um novo patamar em conectividade e velocidade de conexão internacional de dados

Com oito novos cabos submarinos em ativação até 2019, o Brasil sobe um novo patamar em conectividade e velocidade de conexão internacional de dados. Ainda este ano está prevista a entrada em operação do Monet, construído pela teleoperadora Angola Cables para ligar Brasil e Estados Unidos com investimentos da Algar, do Google e da operadora uruguaia Antel, e do Seabras-1, da Seaborn Network, também conectando São Paulo e Nova York.

A Angola Cables, que opera o West African Cable System (WACS) para ligar 11 países da África a seis países europeus, também começou este ano a instalação do South Atlantic Cable System (SACS), que vai ligar Luanda, em Angola, até Fortaleza, no Ceará, onde os investimentos superam US$ 300 milhões. A rota com a África conta com dois pares de fibras. O Monet conta com seis pares para conectar Santos (SP), Fortaleza e Miami e tem nas pontas datacenters da Equinix, enquanto em Fortaleza a empresa constrói seu próprio datacenter – em Angola, o datacenter também é próprio, lembra o CEO Rafael Piston.

O movimento amplia e atualiza a capacidade dos cabos lançados na virada do milênio, com vida útil de 25 anos. O cabo da operadora independente Seaborn demandou US$ 520 milhões, alcança capacidade total de 72 terabites por segundo, está conectado à Nyse e à B3 e sustenta produtos de baixa latência específicos para o mercado financeiro, como SeaSpeed, diz o diretor Marcos Martin Costa. A empresa também vai investir US$ 80 milhões no cabo que ligará Brasil e Argentina, o ARBR.

Fonte: Valor Econômico

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