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Multilaser desiste e CVM nega registro de companhia aberta

Companhia havia feito o pedido em maio para aproveitar uma janela de mercado, mas em junho adiou seus planos

A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de indeferir o pedido de registro de companhia aberta da fabricante de eletrônicos Multilaser foi motivado por desistência da própria empresa, segundo fontes.

A companhia havia feito o pedido em maio para aproveitar uma janela de mercado ainda no primeiro semestre. Mas em junho adiou seus planos. Em outubro ela retomou a análise de olho em uma abertura de capital no início de 2019. Uma vez que o pedido de listagem é aprovado pela CVM, a empresa precisa arcar com custos de comunicação com o mercado, o que pode acabar sendo uma conta alta se ela não enxerga um horizonte próximo para uma oferta de ações.

Em paralelo à oferta pública de ações, a Multilaser vem mantendo negociações com investidores para vender uma fatia da operação, o que poderia postegar sua ida à bolsa. Segundo uma fonte, a companhia pretende abrir o capital com um valor de mercado superior a R$ 4 bilhões.

Procurada, a Multilaser informou que não poderia enviar um posicionamento imediatamente porque o diretor financeiro, que responde pelo processo de listagem, está em viagem.

No começo de novembro a companhia anunciou que Renato Feder, que dividia a presidência com Alexandre Ostrowiecki, deixou o cargo para assumir a secretaria estadual de educação do Paraná, a convite do governador eleito Ratinho Jr. Feder e Ostrowiecki são os principais acionistas da companhia, com participações de 38,3% e 47,9%, respectivamente.

Em 2017, a empresa teve receita líquida de R$ 1,54 bilhão, com lucro líquido de R$ 221 milhões, contra receita de R$ 1,16 bilhão e lucro líquido de R$ 175,3 milhões em 2016. No primeiro trimestre de 2018, a receita foi de R$ 389,4 milhões, alta de 42% em relação ao mesmo período de 2017.

Fonte: Valor Econômico

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