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Intenção de consumo tem maior elevação desde 2010

A intenção de consumo das famílias subiu 4,2% entre janeiro e fevereiro, para 87,1 pontos, maior alta do indicador da Confederação Nacional do Comércio desde o início da série


A intenção de consumo das famílias subiu 4,2% entre janeiro e fevereiro, para 87,1 pontos, maior alta do indicador da Confederação Nacional do Comércio (CNC) desde o início da série, em janeiro de 2010. Na comparação com fevereiro do ano passado, a elevação foi de 13% no índice, também a maior da série.

A CNC elevou de 4,5% para 5% projeção de aumento na variação de volume de vendas do varejo ampliado em 2018 em relação ao ano passado e não descarta novas revisões para cima na estimativa, disse Bruno Fernandes, economista da entidade. Em 2017, as vendas do varejo ampliado (incluem comércio de automóveis e material de construção), subiram 4% na comparação com o ano anterior, maior crescimento desde 2012 (8%).

Segundo Fernandes, o ambiente favorável ao consumo, hoje, é coerente com o quadro de recuperação gradual da atividade, que tem mostrado sinais consistentes, embora graduais, de retomada da demanda. “Há uma melhora no otimismo das famílias e no consumo. Isso não quer dizer explosão de consumo. A recuperação é gradual. ”

“Esperamos que a inflação este ano se mantenha em patamar favorável. O mercado de trabalho mostra ponto de inflexão”, observou o economista, lembrando que isso traz impacto positivo para renda e para o poder aquisitivo do consumidor. “Esperamos que essas condições favoráveis se mantenham. ”

No indicador, o impacto positivo do atual quadro favorável ao consumo foi perceptível na passagem de janeiro e fevereiro. Dos sete tópicos usados para o cálculo, todos mostraram aumentos tanto na comparação com mês imediatamente anterior quanto na comparação com igual mês do ano passado.

Em fevereiro ante janeiro, foram observadas altas em emprego atual (2,3%); perspectiva profissional (5,3%); renda atual (4,8%); compra a prazo (3,6%), nível de consumo atual (4,8%); perspectiva de consumo (3,6%); e momento para duráveis (5,8%).

Na comparação com fevereiro do ano passado, houve alguns aumentos ainda mais expressivos, chegando até a dois dígitos. É o caso das elevações em renda atual (10,3%); compra a prazo (16,8%), nível de consumo atual (19,9%); perspectiva de consumo (25,7%); e momento para duráveis (23,5%). Houve, ainda, altas nos tópicos de emprego atual (5,6%); e de perspectiva profissional (3,3%), nessa comparação.

Fonte: Valor Econômico

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