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Indústria volta a crescer em 2017 após 3 anos em queda

A alta de 2,5% foi impulsionada pelo setor automobilístico


A produção industrial brasileira cresceu 2,5% em 2017, divulgou o IBGE nesta quinta-feira (1º.02). É o primeiro resultado anual positivo desde 2013, quando foi registrada alta de 2,1%, e o maior desde 2010, que apresentou o recorde de 10,2% na série histórica que teve início 2002

A alta foi consolidada com aumento de 2,8% na produção de dezembro ante o mês anterior. Em novembro, a alta havia sido de 0,2% em relação a outubro.

A indústria viveu período de melhora na produção ao longo do ano. As exceções foram aos meses de março (-1,9%) e agosto (-0,6%).

No primeiro trimestre do ano, a produção ainda sentia o efeito mais agudo da crise, tendo registrado queda em março que superou as altas nos dois meses anteriores.

A oscilação havia sido interrompida até agosto. A tendência é de melhora da indústria na esteira da retomada econômica, ainda que lenta e gradual.

A produção terminou o quarto trimestre com aumento de 4,9% sobre o mesmo período de 2016.

Apesar da recuperação, André Macedo, gerente da pesquisa, ressalta que ainda é cedo para se falar em recuperação. “O ano de 2017 rompe um período de queda na indústria brasileira, mas ainda está longe de uma mudança ideal.”

SETORES
O maior impacto positivo foi da indústria automotiva, cuja produção cresceu 17,2% em 2017. A melhora veio do meio do ano passado em diante, baseada principalmente nas exportações de veículos, carrocerias e componentes para a América Latina.

“Praticamente todos os setores tiveram crescimento, mas o setor automobilístico, principalmente a fabricação de veículos pequenos, foi o que mais influenciou. Grande parte disso se deve à melhora no nível de estoques e ao aumento das exportações “, afirmou Macedo.

A indústria voltada para a produção dos alimentos foi beneficiada no início do ano pelo fenômeno da super safra, que reduziu o preço dos grãos devido a melhora na produtividade no campo. Com isso, conseguiu registrar alta de 1,1% em 2017.

No mercado interno, houve melhora nos chamados bens de capital, que são máquinas voltadas para a linha de produção. No ano passado, a alta foi de 6%. Os bens de capital são considerados um termômetro do investimento na economia.

Analistas explicam, contudo, que os investimentos em máquinas foram feitos no país para melhorar a competitividade dos produtos em meio à queda de vendas. Os investimentos, portanto, não foram feitos com vistas ao aumento de produção.

Fonte: Folha de S. Paulo

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