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IBM compra Red Hat por US$ 34 bilhões

Conhecida pelo Linux, empresa adquirida vai reforçar oferta de nuvem híbrida da gigante tecnológica


A IBM está comprando a Red Hat, pioneira em software livre, por US$ 34 bilhões, na maior aquisição da história de 107 anos da companhia veterana de TI.

O acordo, informado ontem (28.10), ajudará as duas empresas a acelerar a migração para a computação em nuvem de grandes clientes corporativos, além de fornecer um impulso muito necessário para o crescimento da receita da IBM.

A investida da IBM no segmento de código aberto (sistemas que podem ser alterados e usados sem pagar de licenças) segue um movimento da Microsoft, que fechou na semana passada a compra, por US$ 7,5 bilhões, do site Github – um repositório de iniciativas de código aberto.

Maior negócio do setor de tecnologia neste ano até agora, a aquisição da Red Hat pode representar o retorno do crescimento da receita da IBM.

A Red Hat, que manterá sua sede na Carolina do Norte após o negócio, é a empresa mais associada ao Linus e a outras tecnologias de código aberto desde a sua fundação, há 25 anos. Hoje, vende ferramentas e serviços de infraestrutura para empresas que usam seu software de código aberto para servidores e computação em nuvem.

A IBM e a Red Hat já são parceiras há vários anos, mas o acordo dará à IBM controle sobre seu amplo portfólio de software livre.

A compra deve aumentar o fluxo de caixa livre e a margem bruta da IBM dentro de 12 meses. A Red Hat viu suas receitas crescerem 21% no seu ano fiscal mais recente [encerrado em fevereiro]. O acordo, que a IBM vai financiar com recursos do caixa e dívida, deve ser fechado no segundo semestre de 2019.

A IBM vai pagar US$ 190 por ação da Red Hat, o que representa um prêmio de 63% sobre o preço da papel no pregão de sexta-feira. Segundo Ginni Rometty, CEO da IBM, a Red Hat é um “ativo valioso” devido à sua “alta receita [crescimento], alto lucro e ótimo fluxo de caixa livre.”

Rometty disse que as duas empresas devem se tornar o “ponto de partida” para clientes que querem construir uma “nuvem híbrida” – que combina sistemas executados em uma infraestrutura privada de TI, bem como na “nuvem pública”.

O CEO da Red Hat, Jim Whitehurst, afirmou que a empresa manterá um “nível de distinção” com a IBM, para continuar trabalhando com provedores de computação em nuvem como Amazon, Google e Alibaba, que competem com a IBM em algumas áreas. “Na tecnologia muitas pessoas são parceiras e concorrentes”, disse Whitehurst. “Nos orgulhamos de trabalhar bem com todos na indústria. Continuaremos a trabalhar com todos.”

Fonte: Valor Econômico

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