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IBC-Br dá mais confiança às empresas

Mantidas as condições atuais, os empresários, de modo geral, esperam que o PIB possa crescer 2,5% no próximo ano, com certa elevação dos investimentos.

Numa fase de tantas incertezas no campo político, o crescimento de 0,29% em outubro, em relação ao mês anterior, do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) calculado pelo IBGE, teve o efeito de uma injeção de ânimo nas empresas. Este e outros resultados vieram acima das projeções correntes. Na série livre de influência sazonal, houve salto de 2,92% na comparação com outubro de 2016 e, no acumulado dos dez primeiros meses do ano, a taxa alcança 0,75%. Esse início promissor do último trimestre do ano reforça a expectativa de que o produto real brasileiro possa ter elevação de até 1% em 2017, como sugerem recentes projeções do Ministério da Fazenda.

Depois de quedas verificadas no varejo e em serviços, já havia projeções de que o PIB poderia ser negativo no quarto trimestre, como observou o economista do Banco ABC Brasil Luiz Otávio Souza Leal. Mas “esse dado do Banco Central afasta a chance de queda e nos deixa mais otimistas”, disse ele. Sua estimativa é de crescimento de 0,40% no último trimestre deste ano. Já a Tendências Consultoria projeta alta de 0,20% no período.

Há quem interprete a ativação captada pelo IBC-Br como sinal de que os empresários não estão de mãos atadas à espera de decisões de Brasília, como a aprovação da reforma da Previdência Social, embora não deixem de reconhecer a importância desta e de outras reformas no que diz respeito a novos investimentos. Contudo, se indefinições persistem, é consenso entre os empresários que o ambiente de negócios tem melhorado com a queda da inflação, que, pela primeira vez na história, pode ficar abaixo de 3% este ano. A par disso, a taxa básica de juros, hoje em 7%, já caiu substancialmente e pode cair mais em 2018.

Nesse quadro, na visão do economista Francisco Carlos dos Santos, da Macroforecast Associados, os bancos “se verão obrigados a rever suas estratégias e vão ter de emprestar mais para ter ganhos em escala, já que passarão a lucrar menos com juros”.

Mantidas as condições atuais, os empresários, de modo geral, esperam que o PIB possa crescer 2,5% no próximo ano, com certa elevação dos investimentos. A retomada poderá ser mais forte, podendo o PIB crescer 3%, se aprovada a reforma da Previdência em fevereiro, quando o tema voltará a ser examinado pelo Congresso.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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