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Huawei se prepara para lançar em 2019 modelos de smartphones

Em agosto, a empresa passou a Apple em número de celulares vendidos globalmente

Até o início de 2019, a Huawei, maior fabricante de equipamentos de telecomunicações da China, deve fechar o plano de trazer para o Brasil seu amplo portfólio de aparelhos e smartphones. Em agosto, a empresa passou a Apple em número de celulares vendidos e tem feito sucesso com smartphones top de linha, como o P20 Pro com Câmera Tripla Leica.

“A estratégia inicial era retomar a operação este ano, mas ainda há estudos envolvendo todos os aspectos sobre tributação, custos e fabricação, para proporcionar um cenário mais seguro para a empresa”, diz Marcelo Pan, diretor jurídico da Huawei Brasil. Isso porque a empresa já havia tentado uma operação de vendas de aparelhos a partir de 2009, mas, em 2014, teve de descontinuar, o que deixou um grande lastro negativo.

“O Brasil é um dos únicos países em que a Huawei não tem operação de celulares e a ideia é retomar o mais rápido possível. A decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) de restrição à política de informática não vai abranger Manaus, mas este não é o único problema. Uma das dificuldades é ter de usar alguns componentes de fabricação nacional, como memória. Há apenas uma fabricante, cuja produção vai para a Samsung.”

Outra chinesa do setor, a ZTE vive um momento delicado após o governo americano ter proibido, em abril, as empresas americanas de venderem componentes para a fabricante chinesa. Isso afetou as operações da empresa em todo o mundo; e, no Brasil, há indícios de que as operações estejam em banho-maria.

Fundada em 1985 na cidade de Shenzhen, a marca está presente no Brasil desde 2002, com equipamentos de redes e celulares, mas parou de lançar dispositivos por aqui em 2012, retomando a comercialização em 2016.

A Huawei também enfrenta sanções do governo Trump, que, de acordo com reportagem do “The Wall Street Journal”, estaria pressionando países aliados – especialmente Itália, Alemanha e Japão – a não comprarem equipamentos de telecomunicações da fabricante chinesa. Marcelo Pan não acredita que o posicionamento americano influencie o governo brasileiro.

A Huawei chegou ao Brasil em 1998, após a privatização do Sistema Telebras, e, em 20 anos de operação no país, assumiu a liderança em diversos segmentos de mercado, como 4G, superando as tradicionais fornecedoras europeias como Ericsson e Nokia – e também as companhias que a Nokia incorporou desde 2009, como Alcatel, Nortel e Lucent.

Presente em mais de 170 países e territórios, a fabricante chinesa conta com mais de 180 mil funcionários em todo o mundo. Na última década, investiu US$ 60 bilhões em 15 centros de pesquisa e desenvolvimento em nível global e projeta continuar investindo de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões a cada ano. No Brasil, a Huawei emprega 1.200 funcionários, 80% de recrutamento local, e mantém escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Recife.

A produção de equipamentos de rede celular (estações rádio base) é terceirizada para a fábrica da Flextronics em Sorocaba. A empresa conta ainda com uma rede de mais de 400 parceiros locais; mais de 100 mil quilômetros em redes ópticas; e contabiliza US$ 493 milhões em compras locais nos últimos três anos.

A Huawei tem contratos com todas as operadoras móveis brasileiras, fornecendo equipamentos de redes de telecomunicações e também soluções de tecnologia da informação, como servidores, sistemas de armazenamento e produtos de rede corporativa. Para a TIM, fornece redes 3G e 4G no Rio de Janeiro e nos estados do Sul. Para a Vivo, atende as regiões Sudeste e Sul. E a Claro, em todo o Brasil.

A empresa mantém um centro de inovação e outro de produção (responsável por customizações para as operadoras) em Sorocaba e um centro de treinamento em SP, e já treinou mais 30 mil profissionais para as TICs. A fabricante conta também com diversos acordos com universidades.

 

Fonte: Valor Econômico

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