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GfK: O ano começou bem

Nos primeiros cinco meses de 2017, o mercado de bens duráveis movimentou 39,5 bilhões, crescendo 12% sobre o mesmo período de 2016. Os smartphones sobressaíram nas vendas, mas as demais categorias não fizeram feio, muito pelo contrário, mostra o estudo da empresa de pesquisas GfK

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O mercado mais concorrencial, que provocou a diminuição no preço dos produtos, a queda da inflação e a manutenção da taxa do dólar contribuíram para que os primeiros cinco meses de 2017 apresentassem crescimento de vendas na comparação com o mesmo período do ano passado. No total, as categorias de telecom, linha branca, linha marrom, informática e eletroportáteis tiveram aumento de 10% nas vendas, 12% no faturamento e 2% no preço, mostra o estudo da empresa de pesquisas GfK. O mercado de bens duráveis, impulsionado pela categoria de telecom, movimentou 39,5 bilhões.

Mais uma vez e tal como ocorreu nos cinco primeiros meses de 2016, os smartphones lideraram as vendas, mas não conseguiram repetir a performance do ano passado. No primeiro trimestre de 2017, os smartphones lideraram as vendas, crescendo 23%, ao contrário do que aconteceu no primeiro trimestre de 2016, em que a categoria apresentava uma redução de 34% em comparação com o primeiro trimestre de 2015 – resultado que está um pouco ligado à crise econômica. Esses aparelhos, porém, continuam sendo objeto de desejo, principalmente os premiuns.

Os smartphones estão cada vez mais evoluídos, e a diferença do mix é que faz a categoria aumentar o seu preço médio, diz Rui Agapito, diretor comercial da GfK, coordenador do estudo. “O consumidor vem buscando novas e melhores tecnologias, câmeras frontais de no mínimo 5 mp e maior capacidade de armazenamento, isto é, a partir de 32 GB. A troca de aparelho se dá no máximo a cada dois anos até porque o preço está ficando mais baixo.” A participação de aparelhos com tecnologia 4G, por exemplo, passou para 75,6% nestes cinco meses do ano e começa a encontrar estabilidade, com modelos 2G/3G estacionando próximo aos 20% de participação no mercado total.

Um degrau acima
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A categoria de televisores ganhou importância no último ano e se destacou na linha marrom. Inovações tecnológicas incrementaram as vendas, que cresceram 15% em faturamento e 16% em volume na comparação entre janeiro e maio deste ano com os mesmos meses de 2016. “Os televisores de entrada com 32” ou menos tiveram bom desempenho, foi a faixa que ganhou mais importância nas vendas, possivelmente ajudado pelo apagão analógico”, diz Rui. A liberação do FGTS, de certa forma, contribuiu para elevar as vendas de televisores.

No período de janeiro a maio deste ano, foi registrado aumento na variação de preço dos televisores, muito disso em função das novas tecnologias. No ano passado, no mesmo período, os modelos 4K (Ultra HD) detinham 7% de participação nas vendas em unidades, montante que este ano saltou para 9%. Conectividade é outro feature cada vez mais importante, tanto que ganhou 14 pp em importância, saindo de 50% de participação para 64%. A categoria subiu de patamar e a tendência é de um bom segundo semestre em termos de vendas.

Novos hábitos
Com o dinheiro mais curto, o consumidor adotou novos hábitos e, hoje, passa mais tempo em casa, o que beneficiou a categoria de eletroportáteis. No período de janeiro a maio deste ano, as vendas cresceram 13% em faturamento e 12% em volume em relação ao mesmo espaço de tempo no ano passado. “O consumidor está mais racional na hora da compra, mais informado e exigente, ele avalia o custo-benefício dos produtos, não se fixa tanto em marcas”, explica o diretor comercial da GfK.

Os eletroportáteis direcionados ao preparo dos alimentos foram os que mais cresceram em vendas, 17,8%, nos cinco primeiros meses deste ano. Foram seguidos por produtos de cuidados pessoais, com 16,87% de crescimento sobre o mesmo período do ano passado. A categoria de limpeza e cuidados do lar, que agrega, entre outros produtos, ferro de passar roupa e aspirador, teve vendas 13,7% maiores, climatização e bem-estar registrou 5,7% e produtos para o preparo de bebidas, 6,6%.

Duas pontas
Nos primeiros cinco meses deste ano, como demonstra o estudo da GfK, as lavadoras de roupas registraram elevação de 6% nas vendas. A máquina lava e seca teve incremento de 0,7 pp em participação na categoria ante o mesmo período do ano passado. Os tanquinhos, por sua vez, que estão na outra ponta da cadeia da linha branca, aumentaram a sua participação em 3,5 pp.

Fornos e fogões tiveram queda de vendas de 5% e refrigeradores, 4%. “Quando houve a redução do IPI para a linha branca, as vendas foram volumosas, então, deve-se levar em conta que a troca de produtos pelo consumidor é esporádica, se dá de sete a 10 anos”, explica Rui. Juntando fornos e fogões, refrigeradores e lavadoras, o faturamento da linha branca foi 2% maior de janeiro a maio de 2017 na comparação com os mesmos meses de 2016. Em volume, não houve crescimento.

Volta por cima
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Exatamente isso, uma volta por cima, foi dada pela categoria de computadores, os computadores deram uma guinada em seu desempenho. Pela primeira vez, desde 2011 que o total de computadores (notebooks + desktops) apresentou crescimento, impulsionado pelos modelos portáteis. Os notebooks, registaram um crescimento em faturamento 13% e em volume 14%, no período de janeiro a maio deste ano ante o mesmo período de 2016. “Desde a Black Friday a categoria voltou a crescer, foi uma grande aposta dos fabricantes. Os notebooks premium ganharam importância, hoje representam 60% do mercado, enquanto os produtos de entrada ficam com 40%”, conta Rui. O preço mais baixo dos produtos também beneficiou as vendas.

Outra categoria que vem crescendo, embora lentamente, é a dos computadores híbridos, os chamados dois em um, que são notebook e tablet. De janeiro a maio do ano passado, tinham 3,2% de participação no mercado e passaram para 4,7% e no mesmo período de 2017. No entanto, ainda é uma categoria restrita.

Fonte: Leda Cavalcanti e Igor Carvalho, publicada na edição n° 119 da revista Eletrolar News

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