Portal Eletrolar.com

Notícias

Estagnação em serviços chega ao 3º mês seguido

Volume de novembro foi afetado pela baixa demanda das famílias, aponta IBGE

O volume de serviços prestados no País registrou em novembro seu terceiro mês consecutivo de estagnação, reflexo da pouca demanda de empresas e famílias. Mesmo com a sequência ruim, os analistas acreditam que o setor continua em gradual recuperação e preveem um ritmo melhor de retomada a partir deste ano.

Em novembro, o volume de serviços ficou estável em relação a outubro, pela série com ajuste sazonal, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem 16.01, pelo IBGE. O setor já havia registrado queda de 0,3% em setembro e ficado estável em outubro (dado revisado de +0,1%).

Dos cinco grupos acompanhados pela pesquisa, a principal contribuição positiva veio dos serviços de informação e comunicação (0,8% frente a outubro), seguido por transportes, serviços auxiliares e correios (0,3%). Neste caso, a alta foi ajudada pela demanda por armazenamento e transporte da Black Friday.

O grupo chamado de “outros serviços” recuou 0,2% frente a outubro, com ajuste sazonal. A queda foi provocada pelo setor de corretoras de títulos de valores mobiliários. “A cautela na retomada dos investimentos às vésperas da posse do novo governo vem limitando a capacidade de reativação no nível de atividade do setor. A maior parte da geração de receita nas atividades contempladas pela PMS advém da prestação de serviços entre as empresas”, disse Fábio Bentes, economista da CNC.

Segundo analistas, os números mostram que a recuperação de serviços segue “lenta e gradual” e aquém da vista na indústria e no varejo. Apesar disso, a pesquisa também trouxe indicadores que podem ser considerados mais favoráveis. O principal dele foi a estabilidade do índice acumulado em 12 meses, após 41 taxas negativas.

“O dado importante desta divulgação é que o índice de 12 meses parou de recuar. Então, o setor continua melhorando, de forma bem gradual”, acredita Giulia Coelho, economista da 4E Consultoria. Segundo ela, o setor é assim mesmo – demora mais a entrar na crise, mas está entre os últimos a sair dela.

O setor de serviços precisa ter crescido 1,5% em dezembro, na comparação ao mesmo mês de 2017, para ter fechado 2018 no positivo (crescimento de 0,1%), segundo cálculos de Rodrigo Lobo, gerente no IBGE. A última vez que o setor terminou em alta foi em 2014 (2,5%).

Segundo Lobo, os indicadores disponíveis sobre o mês de dezembro são bastante mistos. O fluxo de caminhões em rodovias pedagiadas caiu 4,1% no mês, frente ao mesmo período de 2017, conforme o Índice da ABCR (Associação Brasileira de Concessionária de Rodovias).

Outro indicador disponível é o IPCA de dezembro, usado como deflator da receita da pesquisa de serviços. As passagens aéreas, por exemplo, ficaram 29% mais caras em dezembro. Desta forma, quando a receita de serviços do transporte aéreo for deflacionada para a próxima divulgação, ela poderá ficar negativa.

Fonte: Valor Econômico

publicidade