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Empresas ainda investem para universalizar as redes 3G e 4G

4G já está disponível para 93,1% da população em 3.854 municípios

A rede da quarta geração de telefonia celular (4G) já está disponível para 93,1% da população em 3.854 dos 5.570 municípios brasileiros, conforme dados de fevereiro da consultoria Teleco. Essa cobertura é três vezes superior à meta estabelecida nos leilões dos serviços de comunicação móvel. Em janeiro havia 105,5 milhões de chips 4G no país, um crescimento de 137% em 12 meses, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

A cobertura 3G também cresceu e chega a 81 milhões de acessos em 5.151 municípios, onde vivem 98,8% dos brasileiros. Com o aumento da demanda por internet, o tráfego de dados rende mais receita às operadoras que o tráfego de voz. As empresas tentam superar entraves regulatórios e têm investido na inovação tecnológica para universalizar o acesso ao serviço.

“Somos um dos países mais competitivos do mundo em telefonia celular”, diz Carlos Duprat, diretor-executivo do SindiTelebrasil, sindicato das empresas do setor. Ele lembra que desde 2009 o preço da ligação caiu de R$ 0,26 para R$ 0,09 por minuto. “Hoje o usuário pode ter um serviço de alta qualidade e preço baixo, apesar de pagarmos duas vezes e meia mais impostos que o segundo colocado em tributação, a Argentina.” O sindicato propõe mudanças no atual modelo de leilões, focado na arrecadação, argumentando que o alto preço pago pelo espectro de frequências inviabiliza a colocação do 4G em áreas remotas.

As empresas também tentam conscientizar os gestores municipais sobre a necessidade de facilitar a instalação de mais antenas em área urbana. Atualmente existem 89 mil antenas de telefonia celular instaladas no país, mas esse número precisaria ser três vezes maior para garantir a ampliação dos serviços com qualidade. Embora a Lei Geral das Antenas (13.116/2015) simplifique o procedimento e dispense licença para instalar infraestrutura telefônica de pequeno porte, ela depende de regulamentação municipal. “A nova tecnologia exige um número muito maior de antenas, que são menores e mais discretas, mas se as prefeituras não atualizarem suas legislações, vamos ter problemas de qualidade”, alerta Duprat.

No Ranking 2017 das Cidades Amigas da Internet, organizado pela Telebrasil, a primeira colocada na lista das cem maiores cidades por população é Uberlândia (MG), seguida de Várzea Grande (MT) e Rio de Janeiro. Ficaram com as três últimas posições as cidades

Em São Paulo, por exemplo, há dois anos não são emitidas licenças para antenas. Em Brasília, o tombamento de edificações como Patrimônio Cultural da Humanidade impede a implantação de torres. Também há dificuldades em Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Goiânia, entre outras cidades. Normas municipais restritivas impedem investimentos empresariais de mais de R$ 1 bilhão no setor, estima a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel).

No dia 13 de março a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou a edição 2017 de sua pesquisa de satisfação e qualidade percebida pelos consumidores dos serviços de telecomunicações no Brasil. Foram entrevistadas 140 mil pessoas entre julho e dezembro. Pela primeira vez desde o início do estudo, em 2015, a telefonia móvel pós-paga foi o serviço que obteve o maior índice de satisfação geral, atingindo nota média de 6,99 em uma escala de 0 a 10. subiu de 44,8% para 62,3%.

Fonte: Valor Econômico

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