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Economia tem retração de 0,3% em outubro, aponta monitor do PIB da FGV

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a atividade econômica apresentou crescimento de 1,7%.

A economia brasileira teve retração de 0,3% em outubro em comparação a setembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (19.12). Dos três grandes setores de atividade, apenas a agropecuária cresceu (3,2%).

“O fraco desempenho reflete o comportamento praticamente estagnado da indústria, dos serviços e do consumo das famílias e uma queda mais acentuada da formação bruta de capital fixo [investimento das empresas]”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Segundo ele, apesar disso, a comparação interanual mostra que há um crescimento consistente desde maio de 2017, de 1,4% ao mês em média, com a única variação negativa sendo em maio de 2018 devido à greve dos caminhoneiros.

Assim, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a atividade apresentou crescimento de 1,7% em outubro. Os destaques, na ótica da oferta, são para o bom desempenho da agropecuária (12,6%), transportes (3,4%), serviços imobiliários (3,3%) e extrativa mineral (3,0%). Três atividades apresentaram retração: construção (-0,6%), impostos (-0,4%) e serviços de informação (-0,2%).

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia. Em 2017, o PIB teve uma alta de 1%, após dois anos consecutivos de retração. No 3º trimestre, o crescimento foi de 0,8%. No 1º e no 2º trimestres, a alta foi de 0,2%.

Na variação trimestral móvel (ago-set-out quando comparado ao trimestre mai-jun-jul), a economia apresentou crescimento de 1,2%.

Análise por componentes

O consumo das famílias apresentou forte crescimento desde maio de 2017 até abril deste ano, sofrendo queda de maio a julho, quando voltou a se recuperar. O resultado mostra claramente o impacto da greve dos caminhoneiros, aponta a FGV. No trimestre findo em outubro em comparação ao de 2017 houve crescimento de 1,6%, com destaque para o consumo de serviços (2%) e do consumo de produtos duráveis (5,3%) – este último impulsionado principalmente pelo consumo de veículos em geral.

A formação bruta de capital fixo vem crescendo desde o trimestre findo em outubro de 2017 devido ao forte crescimento do componente de máquinas e equipamentos. No trimestre findo em outubro deste ano cresceu 4,3% em comparação ao mesmo trimestre em 2017.

A exportação apresentou crescimento de 4,6% no trimestre findo em outubro na comparação com o mesmo trimestre em 2017, continuando sua trajetória ascendente, revertida em maio.

A importação apresentou crescimento de 7,2%, com destaque para a importação de bens de capital (50,7%), de bens de consumo duráveis (35,9%) e de produtos da extrativa mineral (31,3%).

Fonte: G1

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