Portal Eletrolar.com

Notícias

Dona da Nextel reduz prejuízo em 53% no primeiro trimestre

Perda líquida da NII Holdings recuou para US$ 43,3 milhões


Menor companhia entre as cinco principais operadoras de serviços móveis no país, a Nextel Brasil tenta fazer dessa posição um trunfo. Para uma empresa pequena, por exemplo, pode ser mais fácil ter um bom atendimento ao cliente, serviço que é considerado o calcanhar de aquiles no setor de telecomunicações. O desafio é continuar competitiva, com crescimento da base de clientes e da receita, disse Roberto Rittes, CEO da Nextel e da controladora NII Holdings.

Planos de voz e dados mais “generosos” para os usuários, cultura digital e melhora operacional remodelam a Nextel. “Acreditamos que se há uma ambição de vender uma empresa, mesmo a longo prazo, só tendo um bom negócio”, disse Rittes. A Nextel está à venda, mas ele não comenta.

Ao completar um ano no cargo, o executivo que já trabalhou na Oi, no banco UBS e na consultoria McKinsey, afirma que conseguiu obter melhoras operacionais no primeiro trimestre do ano. Mas os indicadores financeiros seguem no vermelho. Só no segundo semestre, o resultado começará a ficar positivo. Ainda assim, no consolidado do ano continuará “levemente negativo”, disse Rittes.

O prejuízo líquido de US$ 43,3 milhões da NII Holdings no trimestre diminuiu 53% em relação à perda líquida de US$ 92,7 milhões um ano antes. O prejuízo operacional alcançou US$ 14,5 milhões no período, um recuo de 81% comparado às perdas de US$ 79,8 milhões em igual trimestre de 2017.

As receitas operacionais consolidadas atingiram US$ 181 milhões no trimestre, 27,8% a menos nas mesmas bases de comparação.

No Brasil, a receita caiu 27,7%, para US$ 176 milhões de janeiro a março. O prejuízo operacional ajustado antes da depreciação e amortização (Ebit, na sigla em inglês) foi de US$ 3,6 milhões – no mesmo período de 2017 ficou positivo em US$ 12,4 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou negativo em US$ 7 milhões.

Na parte operacional, o executivo disse que foi feito “um esforço de guerra” para mudar os clientes de planos antigos de 3G e 4G para modelos atuais. Os preços vão de R$ 49 a R$ 199 para uso ilimitado de voz e conexão à internet após o fim da franquia, mas com redução da velocidade. Já mudaram para os novos planos 86% dos clientes.

O número de usuários em serviço caiu 8,6%, para 3,2 milhões. A adição líquida (diferença entre a entrada e a perda de clientes) cresceu mais de 142% em um ano, somando 92,9 mil usuários de 3G e 4G ao fim de março. Já o número de usuários da rede iDEN (radiochamada) caiu de 686,3 mil em 2017 para 230,4 mil no trimestre.

A mudança de iDEN para 3G/4G somou 34,8 mil usuários no trimestre. As novas redes ganharam 125 mil clientes no período. A rede iDEN será desligada em 31 de maio. “São os clientes mais fiéis da Nextel”, disse Rittes. “Estamos fazendo tudo para que o desligamento seja o menos doloroso possível.” A empresa oferece ao usuário o recurso “siga-me” e, quando consegue manter em 3G/4G o número que era usado em iDEN, só coloca na frente o dígito 9 – a portabilidade não é automática e alguns números já estão ocupados.

A receita por usuário caiu de US$ 21 para US$ 17 em um ano. O índice de perda de clientes (2,4%) em 3G/4G é o menor desde 2015. Desde então, chegou a até 4,1%.

Fonte: Valor Econômico

publicidade