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Dólar fecha em R$ 4,20, maior valor do Plano Real

É o maior valor nominal (sem contar a inflação) desde a implementação do Plano Real, em 1994.


A apreensão com a disputa eleitoral, especialmente após o candidato Jair Bolsonaro (PSL) passar por uma cirurgia de emergência, e a expectativa de novas pesquisas de intenção de voto levaram o dólar a avançar 1,17% ontem, chegando perto da casa dos R$ 4,20 (R$ 4,1998). É o maior valor nominal (sem contar a inflação) desde a implementação do Plano Real, em 1994. A cautela do mercado também fez a Bolsa recuar 0,58%, apesar do cenário externo favorável aos países emergentes – com exceção da Argentina, que registrou novo enfraquecimento do peso em relação à moeda americana. Segundo analistas, diante das incertezas mostradas nas pesquisas, em que o segundo lugar é disputado por Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), muitos investidores preferem ficar fora do risco Brasil, o que ajuda na disparada do dólar.

A forte apreensão com o cenário eleitoral levou o dólar a avançar 1,17%, chegando próximo dos R$ 4,20. A moeda fechou cotada a R$ 4,1998, maior valor nominal de fechamento do Plano Real. A indefinição sobre o rumo das eleições continuou a preocupar o mercado, que ontem aguardava divulgação de nova pesquisa e monitorava o estado de saúde do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), submetido a nova cirurgia de emergência. Essa cautela fez a Bolsa recuar 0,58%, aos 74.686 pontos, apesar do cenário externo favorável aos países emergentes.

Até hoje, a maior cotação do Plano Real, implementado em 1994, havia sido atingida em 21 de janeiro de 2016, de R$ 4,17, refletindo uma decisão inesperada do Banco Central de manter a taxa Selic inalterada, quando todo o mercado esperava uma alta.

O real se descolou de outras moedas de países emergentes, que ontem se valorizaram ante o dólar. A Argentina foi outra exceção – a moeda americana chegou muito perto de 40 pesos, o que também contribuiu para o clima de maior nervosismo por aqui.

No exterior, o dólar se enfraqueceu após a Turquia decidir elevar os juros para 24% ao ano e dados de inflação dos EUA mostrarem que os preços seguem comportados no país, mesmo com a maior economia do mundo em pleno emprego.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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