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Dólar e juros longos revertem alta acumulada na semana após STF

Investidores consideram definição do Supremo sobre habeas corpus para o ex-presidente Lula


O dólar e os juros futuros operam em firme queda na manhã desta quinta-feira 05.04, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em poucos minutos desta sessão, a moeda americana devolveu toda a alta acumulada na semana.

A moeda americana voltou para a casa de R$ 3,30 e as taxas dos DIs com prazos mais longos têm queda expressiva. O exterior também traz um ambiente mais ameno para os ativos brasileiros, o que cria um pano de fundo positivo. No entanto, são os catalisadores locais que parecem direcionar os mercados.

Evidência do foco na cena brasileira, o real é destaque desta manhã entre as principais divisas globais. Com firme valorização, a moeda tem o desempenho mais positivo ante o dólar numa lista de 33 papéis, num sinal contrário ao de alguns emergentes.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 6 votos a 5, rejeitar o habeas corpus de Lula. A decisão no STF deve mexer com a perspectiva eleitoral. Mais próximo da prisão, Lula pode enfrentar mais dificuldades para alavancar a campanha eleitoral do PT. Até ontem, os investidores aguardavam o resultado do STF – que só saiu de noite – com uma postura mais defensiva. Ouvia-se ao longo do dia que haviam crescido as apostas de que Lula seria beneficiado.

Com o alívio na cena política, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2023 caiu, na mínima do dia, a 8,960%. No ponto mais baixo desta quinta-feira, a queda era de 14 pontos-base ante o fim da tarde de ontem. Se mantida essa variação até o encerramento do dia, será a variação mais intensa desde 24 de janeiro, quando cedeu 28 pontos. Perto das 10 horas, marcava 9%.

O dólar comercial operava em queda de 1,05%, a R$ 3,3051.

O contrato futuro para maio, por sua vez, cedia 0,69%, a R$ 3,3125.

O DI janeiro de 2019 caía a 6,230% (6,25% no ajuste anterior); o DI janeiro de 2020 cedia a 7,040% (7,12% no ajuste anterior); e o DI janeiro de 2021 recuava a 8% (8,12% no ajuste anterior). O DI janeiro de 2025 tinha queda a 9,490% (9,66% no ajuste anterior).

Fonte: Valor Econômico

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