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De olho na TV

A proximidade da Copa do Mundo eleva as vendas desses aparelhos


A cada quatro anos o campeonato mundial de futebol movimenta não só a rotina dos apaixonados pelo esporte como o mercado de televisores. As vendas sobem, em 2014 chegaram a 15 milhões de unidades, e dessa vez não será diferente, até porque há o apelo das novas tecnologias. “Definitivamente, o mercado de televisores muda de patamar com um evento dessa magnitude, os aparelhos ganham ainda mais evidência”, diz Guilherme Campos, gerente de produtos de TV da Samsung Brasil.

Historicamente, as vendas começam a crescer no mês que antecede a Copa e se estendem até a primeira semana do evento, conta Claudio Nadanovski, gerente de TV da Panasonic Brasil. “Esperamos que o Dia das Mães, este ano, seja mais importante para as vendas de televisores do que o foi em 2017.” A maior procura pelos aparelhos, em anos de campeonato mundial, é global, destaca Wesley Cruz, supervisor de produtos da Britânia, detentora da marca Philco. “Acreditamos que no Brasil não será diferente.”

Desde o no passado, na realidade, as vendas de televisores vêm aumentando. De janeiro a dezembro de 2017, o volume de vendas desses aparelhos foi superior 24% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em valor, o crescimento foi de 21% e o preço médio caiu 2%, conforme levantamento da empresa de pesquisas GfK. No período, as telas de 32” ganharam importância. Para isso, em muito contribuiu o desligamento do sinal analógico e o desejo natural do consumidor de trocar o aparelho antigo.

Na torcida
Torcer em frente à uma televisão de alta tecnologia tem sabor especial. A Panasonic, por exemplo, trabalhará em seus próximos lançamentos com diferenciais como wireless media, que reproduz e controla o som da TV no aparelho de som da marca, via conexão Bluetooth; swipe and share, que reproduz via Wi-Fi arquivos de áudio, vídeo e imagem do tablet ou smartphone (iOS ou Android), e hexa chroma drive, que acrescenta três cores – ciano, magenta e amarelo ao RGB. No momento, disponibilizamos os aparelhos TC-43SV700 e TC-55EX600B”, diz Claudio.

Como maior novidade, a Philco lança televisores com acesso à Netflix, no controle remoto. “Nosso maior destaque vai para as telas de 75” e 86” UHD 4K com painel IPS, que garante uma imagem incrível em amplo ângulo de visão.” Entre os produtos estão os aparelhos PTV75E30DSWNT e o PTV86E30DSGWNT. A marca também lança uma linha de televisores com soundbar integrado.

A Samsung aposta em duas categorias de televisores. As QLED se utilizam da tecnologia de pontos quânticos. “É a imagem mais realista já vista em uma TV, com a certeza de durabilidade. São 10 anos de garantia contra o efeito burn-in, causado por exibição de imagens estáticas na tela e muito comuns em tecnologias como a OLED, que se vale de material orgânico para a formação de imagem”, explica Guilherme. O destaque é o modelo Q7F, de 55” e 65”, com design 360º° e controle remoto.

Outra categoria é a dos modelos 4K, com painel RGB, sem pixel branco que prejudica a qualidade de imagem. Entre eles, o MU7000, de 55” até 82”, e HDR com 1000 nits para visualização clara de todos os detalhes das imagens. Dispõe, ainda, da TV MU6400, de 55” e 65” e da MU6100, com opções de 40”, 43”, 49”,50”, 55”, 65” e até 75. Todos os aparelhos estão aptos para o app da SportTV, conta o executivo. “A Samsung fez uma parceria inédita com o canal e lança um aplicativo, exclusivo para os aparelhos da marca, que transmitirá os grandes jogos de futebol deste ano ao vivo, em 4K”!, conta o executivo.

Tempo de troca
O brasileiro troca a sua televisão a cada quatro anos, em média, mas a proximidade da Copa do Mundo e do Dia das Mães, mais o desligamento do sinal analógico, vão impulsionar as vendas desses aparelhos. Os consumidores também estão mais interessados em adquirir produtos que não deixam os fios à mostra e, dessa forma, tornam o ambiente muito mais agradável. Além disso, o crescente consumo, por parte da população de conteúdo por streaming online impulsiona a troca do antigo televisor por um smart.

A categoria de televisores pode crescer muito no Brasil. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2016, divulgada pelo IBGE em fevereiro deste ano, revelou que em 67,373 milhões de domicílios com TV no país, existiam, naquele ano, 102.633 milhões de televisões, sendo que 63,4% eram de tela fina e 36,6% de tubo, isto é, 37,6 milhões de aparelhos.

Realizada no último trimestre de 2016, a sondagem apurou que – de 69,3 milhões de domicílios particulares permanentes no Brasil – apenas 1,9 milhão, não tinham televisão, com destaque para o Norte do país, onde o percentual é o mais elevado (6,3%). Os maiores percentuais foram encontrados para televisão de tela fina nas regiões Sudeste (73,8%), Sul (71,1%) e Centro-Oeste (69,1%). No Nordeste, os percentuais ficaram equiparados: 54,2% dos domicílios tinham TV de tele final e 54,3%, televisores de tubo.

Fonte: Redação Eletrolar News

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