Portal Eletrolar.com

Notícias

Credores da Oi aprovam plano de recuperação judicial

Com isso, uma injeção de capital de 4 bilhões de reais poderá ser feita na operadora até o início de 2019

O plano de reestruturação judicial da Oi foi aprovado na madrugada desta quarta-feira durante assembleia dos credores da companhia realizada no Rio de Janeiro, após mais de 14 horas de discussões. É o primeiro passo para a recuperação da operadora pressionada por dívidas de 64 bilhões de reais e 55 mil credores, incluindo bancos (BNDES, do Banco do Brasil e da Caixa), detentores de títulos da empresa (os chamados bondholders), trabalhadores da empresa e a Anatel, que foi voto vencido.

O plano aprovado ajustou taxas de juros e estipulou um prazo limite, 28 de fevereiro de 2019, para o aumento de capital na empresa. Mas a Oi teve que aceitar um aumento de vagas no seu Conselho de Administração. Mas viabiliza um fluxo de caixa adequado para a Oi, permitindo os pagamentos da dívida remanescente e assegurando um novo patamar de investimentos.

Os créditos listados na recuperação judicial da Oi totalizavam R$ 64 bilhões, que incluíam R$ 49,4 bilhões de dívida financeira – o restante englobava passivos trabalhista, de fornecedores, regulatórios e cíveis. Pelo plano, os R$ 49,4 bilhões caem para R$ 23,9 bilhões, permitindo redução de alavancagem financeira líquida, considerando valor de face da dívida, para menos de 3 vezes o Ebitda.

A companhia poderá receber uma injeção de capital de 4 bilhões de reais até o início de 2019. E poderá reinvestir 100% dos recursos obtidos com a venda de ativos nos primeiros cinco anos. Também passa a ter um prazo de 20 anos para quitação da dívida com o governo, além de descontos sobre multas e juros.

O investimento da companhia aumentará de uma média anual de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões no próximo triênio. Os novos recursos serão destinados a projetos estratégicos, como expansão da fibra ótica, aumento da cobertura 4G e projetos de digitalização.

Foi determinado ainda que a atual diretoria seja mantida no cargo no primeiro ano após a homologação do plano e passe por mudanças a serem definidas pelo Conselho de Administração da companhia, que ganha mais três integrantes, além dos seis atuais, a serem indicados pelos novos acionistas.

De acordo com a companhia, o plano apresentado representa uma solução de mercado para a Oi e dá garantia jurídica ao processo de recuperação judicial que já se arrasta por mais de um ano. A operadora protocolou o pedido de recuperação na Justiça em 20 de junho de 2016.

Fonte: Computerworld

publicidade