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Consumidor mostra cautela e compra menos a crédito, afirma FecomercioSP

Índice de Intenção de Financiamento mostra que o número de pessoas com disposição para comprar algum bem via empréstimo ou parcelado diminuiu de 21,5%, em março, para 19,2%, em abril

Fábio Pina

Consumidores paulistanos parecem estar cautelosos, mostra o Índice de Intenção de Financiamento, que, em abril, caiu 11% na comparação com março, passando de 44 pontos para 39,1 pontos. O indicador mostra que o número de pessoas com disposição para comprar algum bem via empréstimo ou parcelado diminuiu de 21,5%, em março, para 19,2%, em abril. A retração reflete aceleração da atividade bem menor que a esperada para o período e desperta a atenção do mercado de crédito, segundo a instituição.

“Não sabemos ainda se há uma inversão de confiança, ou apenas cautela diante de um cenário ainda indefinido, o que inclui as perspectivas políticas – e contamina o humor. Eu apostaria num freio de arrumação”, diz Fabio Pina, assessor econômico da FecomercioSP.

Quando se olha para a segurança de crédito, o que mostra a parcela de consumidores com reservas financeiras, o panorama também regrediu. O índice caiu 7,3% – de 80,4 pontos, em março, para 74,5 pontos, em abril, o menor patamar desde maio do ano passado. A queda foi mais acentuada entre endividados, para os quais o indicador recuou 12,2%, passando de 62,6 para 55 pontos no período.

“Não vejo motivo para alarme e arrisco um cenário mais positivo à frente. Temos indicadores interessantes, como inflação baixa e juros em queda. Além disso, algumas empresas estão apostando no futuro. O que ocorre é que o consumidor reage a dados reais, mas também não palpáveis, como perturbações na área política. Mas esse quadro deve melhorar até as eleições”, afirma o economista.

Pina chama atenção para o fato de que muitas pessoas, mesmo as empregadas, também avançam ou recuam na intenção de consumo, de acordo com sinalizações dos empregadores, por exemplo, que podem segurar projetos e contratações. “É cedo para cravar o que vai acontecer, mesmo assim não vejo perspectivas ruins.”

Em relação às aplicações financeiras, a poupança segue como modalidade preferida dos paulistanos. Em abril, 56,5% escolheram essa opção de investimento, queda de 2,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior e 3,3 pontos abaixo do mesmo período do ano passado. É o menor percentual registrado na série iniciada em junho de 2012.

Fonte: Valor Econômico

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