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Confiança do comércio cai a nível de setembro de 2017

O ritmo lento da economia, o tímido avanço do mercado de trabalho e a greve dos caminhoneiros de maio influenciaram para piora da percepção e das expectativas.


O índice de confiança do comércio caiu 3 pontos em junho, ao passar de 92,6 para 89,6 pontos, retornando ao mesmo nível de setembro de 2017, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O ritmo lento da economia, o tímido avanço do mercado de trabalho e a greve dos caminhoneiros de maio influenciaram para piora da percepção com situação atual e, principalmente das expectativas, mostrando que os empresários ainda estão cautelosos em relação aos próximos meses, segundo Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

“A queda da confiança em junho mostra que a recuperação que o setor vinha apresentando até o início de 2018 começou a perder fôlego no segundo trimestre”, disse.

Em junho, a confiança de 8 dos 13 segmentos pesquisados recuaram. O índice de situação atual caiu 2,2 pontos, registrando 87,2 pontos, menor nível desde dezembro de 2017 (85,6 pontos). Já o índice de expectativas caiu 3,8 pontos para 92,4 pontos, menor valor desde agosto de 2017 (89,6 pontos).

Plano de investimentos
As empresas foram também foram consultadas no bimestre abril-maio sobre o plano de investimentos. A maioria das empresas afirmaram (37,9%) que a decisão do plano de investimentos para os próximos 12 meses está certa, maior valor desde o quarto trimestre de 2014, período em que a pergunta passou a ser semestral (antes disso elas eram anuais).

Já para 29,9% das empresas, a decisão para o plano de investimentos está incerta, melhor resultado desde 2015.

As demais empresas foram as que apontaram que a decisão está quase certa. O resultado desse quesito, mostra que, com menos incerteza na realização de investimentos, o setor vem se consolidando gradualmente no período pós recessão, mas ainda é necessário certa cautela, visto que a maior parte da coleta de dados ocorreu no período anterior a greve dos caminhoneiros.

Fonte: G1

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