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Confiança da indústria é a maior em oito anos

O Icei de novembro também está acima da média histórica, que é de 54,2 pontos.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) alcançou 63,2 pontos este mês, o que representa um aumento de 9,5 pontos em relação a outubro. O estudo é elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, o resultado de novembro é o maior dos últimos oito anos – desde setembro de 2010, quando ficou em 63,3 pontos.

O Icei de novembro também está acima da média histórica, que é de 54,2 pontos. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quanto mais acima dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança dos empresários. “O aumento da confiança é generalizado. Empresários da maioria dos setores pesquisados passaram a registrar Icei acima dos 60 pontos, com vários setores registrando variações superiores a 10 pontos”, cita o documento.

Para o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a melhora na confiança está relacionada à expectativa de mudança devido ao processo eleitoral. “Conhecidos os resultados das eleições, há expectativas muito positivas em relação às mudanças que virão e às reformas que podem estimular o crescimento econômico e melhorar o ambiente de negócios”, disse Castelo Branco.

Famílias.

Para o economista Antonio Everton, da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as condições mais favoráveis da economia estão permitindo que as famílias brasileiras fiquem mais confiantes. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 1,1% em novembro em relação a outubro, para 87,6 pontos, apurou a CNC.

“A economia está gerando bem mais empregos este ano, 510 mil vagas a mais de janeiro a outubro em relação aos mesmos meses do ano passado, segundo o Caged. No ano que vem a gente estima que o mercado de trabalho continue melhorando e ajudando a aumentar a intenção de consumo”, opinou Antonio Everton.

Em novembro, a melhora na intenção de consumo das famílias foi puxada pelo crescimento dos componentes Perspectivas de Consumo (+3,4%)e de Compras a Prazo (+1,2%).

Fonte: O Estado de S. Paulo

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