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Com o Itaú como parceiro, Apple Pay chega com atraso no Brasil

Multinacional americana escolheu o Itaú como parceiro para desenvolver no país o seu sistema de pagamento. Lançamento de programa está previsto para os próximos meses.


O sistema de pagamento Apple Pay, que usa o iPhone em vez do cartão de crédito depois de uma compra, vai chegar ao Brasil depois de ser lançado há três anos nos Estados Unidos. A novidade chega com pelo menos um ano e meio de atraso em relação à Samsung, que lançou o Samsung Pay em julho de 2016. A informação do lançamento nacional foi dada por Tim Cook, diretor executivo da companhia, durante a apresentação do balanço de 2017.

Já há informações no site brasileiro da Apple sobre a novidade. O serviço deverá estar disponível em todos os modelos de iPhone, portanto, não é preciso pensar em fazer uma nova aquisição para se ter acesso ao sistema de pagamento. Outra opção é usar o Apple Watch para completar a operação de compra ou o MacBook Pro que torne disponível o Touch ID (identificação digital).

No Brasil, a Apple fez parceria com o Itaú, que confirmou a informação por meio de nota. “Com o Apple Pay, os clientes terão uma maneira fácil e segura para fazer compras em lojas, aplicativos e e-commerce usando seus dispositivos Apple, transformando a maneira que eles pagam todos os dias. O Itaú Unibanco será a primeira instituição financeira do país a receber o sistema, que estará disponível em breve para seus clientes.” Segundo Cook, esse serviço mais do que triplicou de um ano para o outro e a companhia está entusiasmada “em anunciar que vamos levá-lo para o Brasil nos próximos meses”.

O serviço de pagamento pelo iPhone começou a ser oferecido nos Estados Unidos em outubro de 2014, mas hoje pode ser usado na China, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong, França e Suíça. O pagamento funciona a partir de uma tecnologia por aproximação, ou seja, a pessoa aproxima o iPhone do terminal de cartão, aperta o botão lateral e autoriza o pagamento. Também será possível o uso para compras on-line. A identificação do usuário é feita por reconhecimento facial ou digital (touch ID ou face ID).

De acordo com informações no site em português da Apple, seu sistema de pagamento permite uma compra mais simples e rápida em lojas, apps e sites. A companhia garante que seu serviço é “mais prático do que um cartão. E mais seguro, também”.

Além de divulgar no site dois vídeos didáticos mostrando como o serviço funciona, a Apple já está em campanha para divulgar a novidade junto a comerciantes que queiram oferecer essa alternativa para pagamento. A empresa diz que a configuração para disponibilizar o Apple Pay para os clientes é “fácil” e destaca características como a segurança para o cliente. Ao que parece, a multinacional não pretende fazer muitas restrições na seleção de parceiros comerciais. No site, informa que quem já aceita cartões deve falar “com seu provedor para aceitar os pagamentos com o Apple Pay”.

Para atrair futuros usuários, a companhia informa em seu site que, a cada compra, o Apple Pay gera um número específico. Dessa maneira, os dados do cartão, de acordo com a empresa, não são armazenados no dispositivo ou nos servidores da Apple, nem compartilhados com as lojas onde forem feitas as compras.

A Apple dá sinais de que, além do Itaú, outro parceiro na fase de pré-lançamento do Apple Pay é a PetLove, especializada no comércio eletrônico de produtos para animais domésticos. No site da multinacional, a empresa explica que o Apple Pay permite o pagamento on-line em todo tipo de aplicativo e no Safari.

A Apple exemplifica: compre uma geladeira ou ração para seu cachorro sem ter que criar contas nem preencher formulários”. Para ilustrar a informação, há uma imagem do site da Pet Love, que foi procurada por meio de sua assessoria de imprensa, mas não retornou os contatos. Outra pista de um possível parceiro foi dada por uma imagem de celular em que estaria sendo feita a compra de um refrigerador no Magazine Luiza. A Apple foi procurada para informar sobre a data de lançamento, mas afirmou que não irá “comentar essas questões.”

Fonte: Correio Braziliense

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