Portal Eletrolar.com

Notícias

Com licença do BC, Mercado Livre acelera aposta em serviços financeiros

A receita líquida da companhia de julho a setembro somou US$ 355,3 milhões, um aumento de 16,5% no comparativo anual, com destaque para o Brasil, seu principal mercado, que teve alta de 25%.


O Mercado Livre vai ampliar o catálogo de produtos financeiros a pessoas e pequenas empresas após ter recebido aval para atuar como instituição de pagamentos, à medida que sua unidade Mercado Pago ganha crescente relevância nos resultados do grupo.

Com a licença recebida do Banco Central na quinta-feira (01.11), o maior grupo de comércio eletrônico da América Latina passará a oferecer diretamente serviços como empréstimos, que hoje faz por meio de instituições financeiras, disse à Reuters o vice-presidente de operações da empresa, Stelleo Tolda.

“Poderemos, por exemplo, ter uma conta com remuneração financeira, como já fazemos na Argentina”, disse Tolda, citando também empréstimos a pequenos lojistas e a pessoas físicas. A conta permite ainda serviços como pagamento de boletos, carregar bilhetes de vale-transporte, e créditos para celulares pré-pagos e envio de recursos para terceiros.

“O mercado de serviços financeiros é muito carente em toda a América Latina e queremos democratizar o acesso”, disse Tolda.
A empresa com sede na Argentina, e com operações em 18 países da América Latina incluindo Brasil, anunciou no último dia 01.11, que o volume transacionado via Mercado Pago, que inclui adquirência de cartões, somou US$ 4,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 24,1% ante mesma etapa de 2017.

Na plataforma de comércio eletrônico, o volume bruto de vendas (GMV, na sigla em inglês) foi de US$ 3 bilhões, com um aumento de 27,9% em moeda constante ano a ano. Mais cedo, a rival nacional B2W divulgou que o GMV do terceiro trimestre cresceu 23,7% ano a ano, para R$ 3,6 bilhões.

A receita líquida da companhia de julho a setembro somou US$ 355,3 milhões, um aumento de 16,5% no comparativo anual, com destaque para o Brasil, seu principal mercado, que teve alta de 25%.

Ainda assim, o Mercado Livre teve no trimestre um prejuízo líquido de US$ 10,1 milhões, após ter tido lucro líquido de US$ 27,67 milhões um ano antes. Na base sequencial, porém, o prejuízo foi 61% menor.

Tolda disse que a companhia está cumprindo um plano de investimento de cerca de R$ 2 bilhões previsto para 2018, com boa parte dos recursos sendo empregado em centros de distribuição e em logística, para agilizar as entregas, além de marketing.

De todo modo, o ritmo de expansão de produtos vendidos diminuiu dos 55,7% para 12,6% no trimestre, na comparação ano contra ano, a R$ 83,5 milhões, devido à adoção de uma taxa fixa no Brasil de R$ 5 por venda de produtos com valor inferior a R$ 120 e a eliminação de anúncios abaixo de R$ 6, para incentivar a compra de itens com valores maiores.

Fonte: Reuters

publicidade