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Celulares 4G superam 3G no País pela 1ª vez

A previsão é que o total de celulares 4G feche este ano acima de 100 milhões

O número de celulares conectados com a tecnologia 4G ultrapassou o de aparelhos 3G pela primeira vez no Brasil. A virada aconteceu no mês de outubro, segundo balanço da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), divulgado ontem, 05.12. O levantamento também aponta que a receita de dados (internet) das operadoras de telefonia móvel superou o faturamento obtido com voz (ligações).

Os celulares conectados com a tecnologia 4G já somam 95 milhões de aparelhos no País, enquanto o número de dispositivos com 3G é de 92 milhões. Há ainda outros 36 milhões de celulares com tecnologia 2G, de acordo com os dados mais recentes da Telebrasil, que são de outubro deste ano.

O levantamento da associação das empresas de telecomunicações aponta que os celulares 3G apresentaram evolução constante até o ano de 2015, quando atingiram 159 milhões de aparelhos. Desde então, a tendência de alta se inverteu. E o crescimento passou, então, a ser mais acentuado no segmento com tecnologia 4G. Se o ritmo de expansão continuar nos próximos meses, a previsão é que o total de celulares 4G feche este ano acima de cem milhões.

O número de aparelhos 2G ainda é considerado alto pela Telebrasil. A associação afirma que a maior barreira de migração dessa tecnologia para outra mais atual é o preço do smartphone, mais alto para os outros tipos de acesso à internet.

A rede 4G no País alcança atualmente 3.363 municípios, onde vivem 90% da população brasileira, de acordo com o levantamento. Em todo o Brasil, são 205,5 milhões de acessos à internet pela rede móvel, havendo ainda 28,3 milhões em banda larga fixa. No total, o país tem hoje 241 milhões de chips de telefonia móvel.

Dados são 62% da receita média por usuário

As receitas de dados das operadoras de telefonia do Brasil superaram o faturamento com voz este ano, aponta o levantamento da associação. No terceiro trimestre, a receita com o uso de dados atingiu 62% da receita média por usuário, enquanto por voz ficou em 38%. De julho a setembro do ano passado, a principal fatia era a de voz, de 51%, contra 49% para dados. Representa largo avanço em cinco anos. De acordo com a associação, no terceiro trimestre de 2012, 77% do que as empresas recebiam por usuário vinham do serviço de voz e 23% do serviço de internet.

A expectativa é que essa proporção vai continuar aumentando e pode chegar em 80% de receita com dados e 20% com voz já em 2018.

Fonte: O Globo

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