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Brasil abre 35,9 mil vagas de trabalho com carteira assinada em julho

No mês passado, foram registradas 1.167.770 admissões ante 1.131.870 desligamentos

mais empregos
O mercado de trabalho brasileiro registrou em julho deste ano a abertura de 35,9 mil vagas com carteira assinada. Os dados, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), registrados pelo Ministério do Trabalho — não consideram as informações entregues pelas empresas fora do prazo.

No mês passado, foram registradas 1.167.770 admissões ante 1.131.870 desligamentos.

O setor que liderou as contratações líquidas foi o da indústria da transformação (12.594), seguido por comércio (10.156), serviços (7.714) e construção civil (724). Por outro lado, apresentaram demissões líquidas os setores de serviços industriais de utilidade pública (-1.125), administração pública (-994) e extrativa mineral (-224).

Estados
Das 27 unidades da federação, 20 registraram resultado positivo do emprego em julho. São Paulo liderou as contratações líquidas com 21.805 vagas, seguido por Mato Grosso (8.085), Goiás (4.745). Por outro lado, o Rio de Janeiro foi o que mais fechou vagas em termos líquidos (-9.320).

O coordenador-geral de Estatística do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, afirmou que o desempenho positivo em 20 unidades da federação é um indicador de disseminação do processo de recuperação econômica.

Os dados de julho do Caged foram divulgados de forma incompleta. Magalhães, informou que houve uma antecipação da divulgação dos dados e um problema técnico na Dataprev, que não foi resolvido a tempo. A expectativa é que os dados completos sejam divulgados até semana que vem.

No acumulado de janeiro a julho, foram criados 103.258 postos de trabalho com carteira assinada, em termos líquidos. No mesmo período de 2016, haviam sido registradas 623.520 demissões líquidas.

“Estamos no quinto mês positivo do ano com saldo positivo e o quarto consecutivo. São empregos que não decorrem de sazonalidade”, frisou Nogueira, acrescentando que isso tem muito a ver com o aumento do poder de compra da população.

Segundo o ministro, o saque de R$ 44 bilhões de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) possibilitou que os trabalhadores pudessem pagar dívidas ou ainda fazer investimentos e consumir. Com isso, houve uma movimentação em setores econômicos como a indústria da transformação, refletindo num crescimento do emprego, destacou. “Está claro que tem muito a ver com o poder de compra do consumidor.” Com a reforma trabalhista, Nogueira acredita que serão gerados 2 milhões de postos de trabalho em dois anos.

Magalhães disse que está ocorrendo uma recuperação do emprego no setor da construção civil e de transportes, ligados a financiamento. Ele afirmou que não acredita que o emprego esteja alavancado apenas por exportações.

Agosto
O ministro afirmou que os dados de emprego de agosto serão melhores do que os apurados em julho. Segundo ele, o Brasil deve registrar dados positivos até novembro. No caso de dezembro, os números são impactados pela sazonalidade de fim de ano.

Nogueira, no entanto, preferiu não se comprometer com um número de geração de emprego líquido para agosto. “Gostaria de ser profeta para dar números exatos. Serão números melhores que julho. Brasil não terá mais número negativo até novembro”, afirmou.

Ele destacou o desempenho da indústria de transformação. Nesse setor, segundo ele, a indústria automobilística é um destaque. Ele lembrou que a GM vai investir R$ 5 bilhões na modernização de suas fábricas no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, o que deverá ajudar a puxar o emprego.

O ministro ressaltou ainda o fato de o setor da construção civil ter gerado, em termos líquidos, 724 empregos formais, interrompendo 33 meses de demissões. “Acredito que venham números melhores em agosto porque a construção civil, com 33 meses com números negativos, apresentou número positivo”, disse.

Fonte: Valor Econômico

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