Portal Eletrolar.com

Notícias

BC surpreende ao sinalizar trajetória de juros até 2019

Para economistas, redução da taxa básica de juros para 7,5% ao ano veio dentro do esperado e sinalização é de corte de 0,5 ponto percentual na próxima reunião


A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir taxa básica de juros de 8,25% para 7,5% não surpreendeu e veio dentro do esperado, de acordo com analistas ouvidos pelo G1. O que chamou a atenção foi o fato do BC ter incluído em seu comunicado previsões para a trajetória da Selic até 2019.

“Acho interessante eles já terem anunciado lição de casa até para o próximo Banco Central”, afirma André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, destacando que o mandato do atual governo se encerra em 2018. “Estão querendo ancorar as expectativas bem longamente e isso é importante”.

Em seu comunicado, o BC avaliou que o cenário atual “supõe trajetória de juros que encerra 2017 e 2018 em 7% e eleva-se para 8,0% ao longo de 2019”.

“O Banco Central quer levar a taxa para abaixo do pico histórico e manter lá embaixo por um bom tempo”, diz Perfeito.

No patamar de 7,5% ao ano, a taxa básica encostou na mínima histórica, de 7,25% ao ano, que vigorou entre outubro de 2012 e abril de 2013. A série histórica do Banco Central para a taxa Selic começa em 1986.

O comunicado do BC foi entendido pelos economistas como uma clara indicação de que na próxima reunião, que é em dezembro, o BC reduzirá o ritmo de corte nos juros para 0,5 ponto percentual.

“Já a de fevereiro de 2018 fica em aberto”, avalia o economista Marco Caruso, do Banco Pine. Para ele, a inclusão de projeções para 2019 pode indicar que existe a possibilidade de subir os juros em 2018.

“Se ele optar por reduzir novamente a Selic para um nível abaixo de 7%, existe uma chance de ter que subir em 2018, uma vez que, nas projeções, 2019 já está com a meta entre 7% e 8%”, diz Caruso. Outra possibilidade, segundo o economista, é que a taxa se mantenha no patamar de 7% durante todo o ano que vem.

Fonte: G1

publicidade