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  • 02/04/2018 | 11h25

Um ano marcado por contradições e desafios

Por: Mariano Gordinho, diretor-executivo da Associação Brasileira da Distribuição de Produtos e Serviços de TI

Apesar do colapso ético e moral que afeta a credibilidade e a dignidade do setor político brasileiro, a economia fez progressos em 2017. Terminamos o ano com uma taxa básica de juros de 7%, inflação acumulada de 2,95% e com taxa de câmbio de R$ 3,30. O PIB brasileiro cresceu modesto 1% e terminamos 2017 com mais de R$ 370 bilhões em reservas. Esses fatores juntos são indicadores positivos e devem servir de base para as expectativas de crescimento em 2018.

Mas 2017 foi um ano fácil? Não. O setor de distribuição trabalhou com a expectativa de faturamento da ordem de R$ 11,2 bilhões para 2017, um crescimento de 7% sobre o faturamento de 2016, que foi de R$ 10,5 bilhões. Ao final do primeiro trimestre de 2018, vamos confirmar esses números, quando teremos os dados atualizados pelo nosso estudo setorial.

Foi um ano bastante desafiador para o segmento, principalmente em função do avanço das tendências de uso de tecnologia da informação como serviço. Esse modelo de negócio vem transformando a maneira como as empresas e os consumidores finais compram e consomem TI.

Diante disso, um dos ensinamentos para as empresas do setor foi a necessidade vital de se manterem alertas em relação às mudanças do mercado e, ao mesmo tempo, serem capazes de reformular suas estratégias de negócio e se adaptar a essas mudanças, ampliando as ofertas de serviços, suas parcerias de valor e sua capacidade de operar num ambiente multicanal.

Outro ponto de destaque é a área tributária. O setor vem apoiando a necessidade de uma ampla reforma tributária na economia brasileira, que, mesmo não produzindo redução na arrecadação, seja capaz de simplificar o modelo operacional que temos hoje. O modelo fiscal atual é caótico e um grande inibidor do crescimento do mercado.

Mas nossa expectativa para 2018 é crescer. As projeções de mercado falam num avanço do PIB da ordem de 2,5%. A taxa de crescimento esperada pelo setor também é um dos dados relevantes que vamos obter com nosso estudo setorial. Para esta previsão, porém, vale destacar o fato de estarmos num ano eleitoral, o que deverá impactar os negócios com o governo que, via de regra, não abre novas licitações a partir do segundo semestre.

De qualquer forma, temos boas razões para acreditar que o mercado terá um comportamento positivo em 2018, iniciando um ciclo de retomada do crescimento econômico.

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 123

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