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  • 12/11/2018 | 10h12

Rede premium de assistências técnicas

Por: Wagner Gatto, diretor-executivo da Abrasa - Associação Brasileira de Pós-Vendas em Eletroeletrônico, e da WG & Associados

Nos últimos anos, as empresas de assistência técnica em eletroeletrônicos dedicaram-se apenas a atender o público consumidor de uma forma tradicional em seus mais diferentes perfis de renda e linha de produtos. Porém o pós-consumidor está cada vez mais rigoroso e intolerante com a burocracia, impaciente com a perda de tempo e insatisfeito com as regras que foram praticadas no setor nas últimas décadas.

Como apresentamos durante a participação da Abrasa na 13ª Eletrolar Show, a associação vem trabalhando arduamente para formar uma rede premium de assistências técnicas certificadas para quebrar esse paradigma de atuação, em busca, no pós-venda, da satisfação do cliente, que está ditando as regras e impondo um novo mindset para o mercado.

A transparência será um elemento considerado indispensável para o pós-consumidor. É relevante considerar o cliente em primeiro lugar, mas é preciso demonstrar isso a ele, o que pode ser feito por meio do atendimento e do relacionamento, que começa na decisão dele de adquirir o produto e continua por todas as demais etapas do pós-venda.

Hoje, oferecer uma grande experiência aos clientes é uma atitude necessária e que fideliza. No futuro bem próximo, será uma atitude para a sobrevivência de uma empresa. Por isso, a Abrasa vem desenvolvendo um portfólio de serviços agregados à sua rede premium para permitir um atendimento sob medida após a venda do produto.

A proposta visa a uma inovação no relacionamento, na busca da transformação comportamental de uma oficina de assistência técnica, que não deve se fixar somente em consertos e reparos, mas sim em ser uma empresa capacitada e preparada para proporcionar novas conveniências, experiências e conectividade aos consumidores. Uma assistência técnica que faça reparos em domicílio, acionada por aplicativo, e que venda acessórios, componentes e seguros de garantia estendida, entre outros serviços.

Esse conjunto de medidas, além de ser fundamental para a sobrevivência, fará a diferença nas assistências técnicas. Os números mostram que há uma urgente necessidade de elas se transformarem. Basta lembrar que, nos últimos oito anos, tínhamos 10.427 empresas de assistência técnicas cadastradas no País, número que caiu para 7.371 em 2016 e para 7.194 em 2017. Constata-se, também, a tendência de queda, este ano, para cerca de 6.500.

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 127

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