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  • 02/10/2018 | 11h23

Os desafios e as oportunidades inerentes ao novo ciclo da manufatura, e a visão sobre a ZFM

Por: Appio Tolentino, superintendente da Suframa

Nem bem pudemos comemorar os sinais da gradativa recuperação da economia nacional e a indústria de transformação brasileira já está incitada a superar um novo obstáculo: adequar-se ao novo padrão de produção para o qual convergem os grandes players mundiais.

Manufatura avançada, 4ª revolução industrial, indústria 4.0 são os termos pelos quais é reconhecida a utilização intensiva e convergente de múltiplas tecnologias no processo fabril, possibilitando a integração entre as diferentes etapas da produção, entre os insumos e as máquinas, entre fornecedores e consumidores. O resultado dessa formulação é o aumento da produtividade, a possibilidade de customização da produção, o surgimento de novos modelos de negócios e uma guinada nas relações de trabalho e na qualificação dos trabalhadores.

Naturalmente, amoldar-se a esse novo modelo produtivo exige meticuloso planejamento, vasto conhecimento e investimentos vultosos por parte das organizações – requisitos quase inconciliáveis com uma agenda voltada à superação do cenário conjuntural adverso que as empresas atravessaram no período recente. Todavia, percorrer esse caminho pode significar a continuidade das operações de diversos empreendimentos.

Importante registrar que avanços são observados no campo institucional, a partir da adoção de medidas que podem contribuir para a construção de um novo cenário disruptivo para a indústria nacional. Particularmente no que concerne ao Polo Industrial de Manaus (PIM), enquadra-se a reformulação da Lei de Informática aplicável à Zona Franca, a qual oferece regras mais claras e seguras, do ponto de vista jurídico e viabiliza novos meios de aporte em pesquisa e desenvolvimento, a exemplo da possibilidade de aplicação de recursos em empresas nascentes de base tecnológica – as startups.

Na mesma linha, o Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda) elegeu, inicialmente, como programas prioritários para aplicação de recursos, aqueles voltados à bioeconomia, à economia digital e à formação de recursos humanos. No último dia 29 de agosto, foram aprovados, os programas prioritários da Indústria 4.0 e do Fomento ao Empreendedorismo Inovador, durante a 55ª Reunião do Capda, contribuindo para a melhoria do ambiente de negócios, com a perspectiva de que a produção de base inovadora na Zona Franca de Manaus seja mais um dos motivos de reconhecimento e valorização do nosso modelo por todos os brasileiros, sobretudo pelo avanço da pesquisa e de seus resultados para a Amazônia e para o Brasil.

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 126

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