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  • 05/06/2018 | 03h41

Cooperação e conciliação – como estabelecer o diálogo em um segmento

Por: Mariano Gordinho, diretor-executivo da Abradisti

Uma das lições impostas pela oscilação política e econômica dos últimos anos, sem dúvida, foi a valorização de temas como cooperação e colaboração dentro das empresas. A razão para isso é simples: integrar os recursos, indo direto ao ponto, é uma forma de levar à risca a redução de custo e a maximização da eficiência dentro dos escritórios.

Mas o que dizer, então, da relação entre as empresas? Será que aproximar as empresas de um mesmo segmento pode ser útil ao desenvolvimento de novos negócios e à geração de ambientes mais saudáveis para a economia como um todo? A história e a prática dizem que sim.

Isso porque, embora concorrentes, as empresas invariavelmente habitam um espaço comum, com regras e desafios que atingem simultaneamente todos. Estamos falando, por exemplo, da forma como sua companhia tem de lidar com as dinâmicas de fornecedores, tributações e clientes.

Além das tarefas diárias, a junção de esforços pode render aprendizados e avanços também em causas mais amplas e objetivas. Quer um exemplo? Imagine, então, a luta por melhores condições fiscais e incentivos tributários. Nessa tarefa, a coexistência é sempre uma prática bem-vinda e necessária – até porque, sozinha, sua empresa dificilmente conseguirá se dividir entre as discussões políticas e a operação do dia a dia com a mesma força.

Como equilibrar e organizar a relação de um setor?

A união de forças entre as empresas é um passo importante para a solidificação do mercado e para o avanço das discussões que circundam os negócios. Por outro lado, tornar esse relacionamento mais próximo não é exatamente uma tarefa simples: o conflito de interesses e as pressões por competitividade e resultado são complicadores recorrentes e inevitáveis de quem trabalha pelo êxito dessa aproximação.

E como seria possível evitar esses impasses e brigas? A resposta pode estar no equilíbrio. E é justamente nesse quesito que o respaldo de uma associação se faz ainda mais fundamental hoje em dia, sendo um agente de conciliação, análise e diálogo entre diferentes atores e propostas pertencentes à mesma cadeia de ação.

De forma prática, o grande benefício que uma associação pode agregar nesse cenário é o de promover o acordo comum e necessário ao ambiente. Em outras palavras, a função de uma entidade setorial é ajudar a definir estratégias gerais e, além disso, estabelecer quais serão as regras básicas para a coesão e colaboração entre todos os envolvidos no setor.

Assim, mais do que definir acordos e manifestos, a diretriz que o mercado deve esperar de uma associação nos dias atuais é colocar em pauta a voz de seus associados, identificando demandas e desejos em comum.

A partir dessa capacidade de discutir e avaliar o que será útil para seu desenvolvimento é que o setor poderá buscar maior representatividade junto aos governos e consumidores, mirando a melhoria contínua de suas ferramentas.

Para os membros da cadeia, esse apoio torna muito mais fácil a missão de manter uma relação mais próxima com seus parceiros de mercado, sem ter de abrir mão da competitividade e da singularidade de sua operação.

Afinal de contas, se o ambiente for igualmente justo e acessível a todos do setor, será o modo como cada empresa age que mostrará quem tem destaque em uma operação sobre a outra. Ainda assim, a coexistência será sempre necessária – então, por que não transformar essa demanda em um trunfo para o sucesso, mesmo fora dessas ocasiões?

Fonte: Revista Eletrolar News Edição 124

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